Muito se sabe que na hora da compra a embalagem do produto pode conquistar o cliente. Quanto mais inusitada e divertida, melhor.
A marca de camisetas Heresod resolveu fazer referência a produtos alimentícios em suas estampas. Tem desenho de pão, alface, bife e até água. Repare que as embalagens são conforme o “tipo do produto”.
Seguindo na linha das T-shirts a Uniform Experiment criou caixas que parecem barra de ouro. Já a marca Bodega apresenta camisetas dentro de um pote de azeitona. E a Valvoline enlatou peças promocionais em embalagens retrô de óleo.
A Vans lança em breve um tênis com caixa exclusiva, toda ilustrada e co aberturas laterais. Lisa Shocket criou embalagens divertidas onde as meias enroladas dão o toque especial. Outro conceito é o projeto de Kenny Kim, que coloca tênis dentro de munições.
Peças de roupas espalhadas pela casa e pela cidade. Isso fará sentido no final do video, quando o texto de assinatura aparecer (“porque você não sabe quando…”). Esse comercial faturou o Leão de Ouro de Cannes 2004.
Entrando no clima de final de semana, essas imagens para a campanha do Mc Donald’s, sugerem um café agora mesmo! Ainda mais com esse friozinho que faz por aqui. Cairia muito bem.
A Red Bull deixou alguns estudantes da Austria muito animados. Isso porque a marca “deixou cair” estrategicamente, uma caixa de madeira recheada de Red Bull próximo ao campus de uma universidade.
Na caixa, além do destino “Austria”, estava escrita a frase: “Consumir o conteúdo pode te dar asas”.
Uma grande jogada que se tornou uma experiência de sampling.
Um dos itens mais populares das mesas de escritório, o Post-It, está completando 30 anos. Esse pequeno papel-adesivo se tornou um verdadeiro item pop. Este ano a cantora do momento, Lady Gaga, lançou moda usando um vestido todo feito de Post-It coloridos.
Para celebrar a data, a marca está lançando a linha Super Stick com VT’s rápidos e diretos, assim como a funcionalidade do produto.
Para promover de maneira criativa as panelas antiaderentes SUPOR, a Leo Burnett de Shanghai criou uma ação de ambiente totalmente original, onde uma enorme pista de skate foi instalada na frente de um shopping e “camuflada” como uma grande panela wok, permitindo que patinadores vestidos de camarões, peixes, ovos e outros alimentos pudessem deslizar com toda a liberdade “sem grudar”, mostrando benefício do produto.
O conceito de loja com produtos grátis para os consumidores e como fonte de pesquisa para a indústria chegou para ficar no Brasil. O sucesso pode ser medido pelos números que a Sample Central exibe mesmo antes de abrir as portas, no dia 29 de junho, em São Paulo. A primeira franquia da rede internacional já tem 16 mil pessoas cadastradas para experimentar 220 produtos que estão nas prateleiras da loja.
Nestlé, Kraft, Unilever, Danone, Avon, Sadia, Hypermarcas e Seara são as principais das cerca de 60 empresas que já adeririam ao formato “ tryvertising”, do inglês try (teste) + vertising (advertisign, propaganda). Há desde café e adoçante até um test drive com um carro da Nissan (Livina), passando por chocolates, lasanha, desodorantes, cosméticos, camisinha, sopa, biscoito e sabão em pó.
O que estas marcas buscam é testar seus produtos de forma rápida e eficiente, o que vai de uma embalagem diferente até um novo sabor. É um modelo de sampling inovador porque, ao invés de simplesmente distribuir o produto, a indústria consegue saber exatamente o perfil de quem experimentou e se gostou ou não, uma vez que o consumidor cadastrado na Sample Central responde a uma pesquisa. Isso, com cerca de 500 amostras reais. Bem diferente de ações tradicionais que chegam a distribuir até um milhão de produtos e que demandam uma pesquisa maior sem a certeza de que a pessoa experimentou o produto.
Experimentação é seguida de compra
O projeto está sendo encarado como uma nova ferramenta dentro do mix de Marketing de algumas empresas. “O consumidor pode dar a sua opinião a partir de uma experiência igual a de compra”, aponta João Pedro Borges, Gerente-Geral da Sample Central Brasil. “Teremos aqui uma visão real de experiência de compra e de consumo”, diz Celso Loducca, um dos sócio da franquia brasileira. “Um dos focos principais é saber o quanto o produto gera interesse”, completa Nelson Marangoni , CEO do IBOPE Inteligência.
Para além da experimentação, o modelo também é próprio para que as marcas conquistem novos consumidores. “Setenta e seis por cento das pessoas que participam vão ao varejo e compram os produtos que experimentaram”, afirma Antony James, fundador e presidente Global da Sample Central. A loja é um grande laboratório. Serviços também estão sendo projetados para serem experimentados, como o Orby da Telefônica, uma linha telefônica voip com um dispositivo semelhante a um telefone touchscreen com aplicativos diversos.
Outra possibilidade é o teste de ações no ponto-de-venda. “Qualquer agência e qualquer marca pode desenvolver e avaliar aqui materiais de merchandising, embalagem e abordagem, pois simulamos um varejo também”, ressalta Fernando Figueiredo, Presidente da Bullet, outra empresa sócia da Sample Central Brasil, animado com o projeto. “O estoque está abarrotado de produtos e já tem até fila de espera”, ressalta.
Metas superlativas
De fato, há 20 empresas aguardando para terem seus produtos experimentados e avaliados. Muitas das metas para o primeiro ano já foram batidas e a expectativa de abrir mais uma loja ainda este ano é grande. O plano de ter cinco lojas em cinco anos, com um investimento de R$ 4 milhões no primeiro ano de operação, tem grande possibilidade de ser revisto para cima. Outro passo que ainda não está definido é o monitoramento da loja com câmeras que gravam a reação do comprador no ponto-de-venda.
O Marketing Digital e Viral é a grande aposta da Sample Central Brasil para conquistar “clientes” que pagam uma anuidade de R$ 15,00 para ter acesso aos produtos. Para a inauguração são esperadas cerca de três mil pessoas que já agendaram sua visita à loja. O perfil é o mais amplo possível, com pessoas a partir de 15 anos, das classes ABC, representantes de mais de 70% do poder de consumo do Brasil. Se depender dos números iniciais, a operação brasileira tem tudo para chegar, em pouco tempo, ao número de associados que tem Tókio, a primeira unidade da rede, com 1,7 milhões de pessoas em quatro anos.
O Alinhamento estratégico dos 4P’s (4P’s são as iniciais das palavras em inglês: Place – praça: ponto de venda/distribuição; Product – produto; Price –preço; e Promotion -promoção: toda a forma de comunicar a marca). Neste post, abordarei algumas tendências de um dos P’s – o Produto.
I -O mix de intangível + tangível
O produto não se trata apenas do objeto físico pelo qual pagamos. Ele transcende o nível essencial, englobando todos os atributos e benefícios que agregam valor, como a qualidade, a funcionalidade, o prestígio e a marca, entre outros. O produto essencial da Coca-Cola é o xarope, mas, quando incluo a marca, ele se torna “a Coca-Cola”, trazendo consigo uma série de características esperadas pelo consumidor.
A marca tem o poder de interferir na percepção das pessoas: com a marca elas têm uma percepção do produto e, sem a marca, outra. Por isso, quanto melhor a percepção da marca, maior o valor agregado dos produtos. Com a mesma força, a marca também proporciona uma blindagem para a concorrência, pois é fácil copiar produtos, mas não é fácil copiar as associações e os vínculos que estão na mente do consumidor.
Assim, cabe analisar o que é tangível e o que é intangível no seu produto: o quanto ele “vale”, ao invés do quanto ele “custa”. Pois é no valor que estão contidos os benefícios e é por eles que o cliente paga.
II – O produto é o protagonista, mas a forma como o apresento faz a diferença
A embalagem faz parte do produto – muitas vezes, suas características é que garantem a durabilidade até o consumo. Mas muito antes disso, seu poder de sedução está em sua atratividade no primeiro contato com os olhos do consumidor.
III – Os negócios beta
A participação do consumidor na construção do produto faz parte da plataforma da interatividade. A estratégia consiste em colocar o produto em teste junto ao consumidor, fazer os ajustes e depois colocar em produção, adotando um processo circular envolvendo o mercado e, com isso, trabalhando com antecipação as suas reações. Além disso, o processo em si pode ser uma ótima fonte de pesquisa do consumidor para empresa.
IV – A customização
Essa tendência tem como premissa básica a interatividade do consumidor, tornando o produto único. A prática já foi adotada por vários segmentos, como o da linha branca – no site da Brastemp, posso escolher a cor e configurar minha geladeira internamente conforme as minhas necessidades. No Studio ID, da Nike, posso customizar meu tênis. Outros casos são o Novo Uno e a Dell. Esses são apenas alguns exemplos.
As transformações são constantes, as tendências e os produtos que as acompanham mudam de acordo com o mercado. O importante é estar atento ao que acontece e planejar as estratégias para alcançar os resultados desejados.
O exemplo de um bom treinamento para vendedores vem do leitor Marcelo Carvalho, que é representante comercial das marcas de calçado Ferracini, Ortopé e Miucha nos Estados de Goiás, Distrito Federal e Tocantins.
Os vendedores e balconistas das lojas atendidas pelo Marcelo estão recebendo um treinamento que ajuda muito na hora da venda: parte do contéudo é um DVD de 30 minutos que traz informações sobre a indústria calçadista, passando pela moda, a produção e a tecnologia dos calçados.
Esse conhecimento é um diferencial no atendimento ao cliente, possibilitando ao vendedor explicar determinados aspectos e argumentar com mais propriedade, o que também se converte em vendas.
Aproveitando a atmosfera criada pelo treinamento, ele entrega para os gerentes das lojas os materiais de ponto de venda e eles definem os melhores locais de disposição.
Esse método de trabalho acompanha uma realidade do comportamento do consumidor: as pessoas têm cada vez mais acesso a mais informações, ou seja, elas podem conhecer os produtos que desejam mais do que os próprios vendedores. Por isso, o mínimo que se pode oferecer em um bom atendimento são vendedores experts nos produtos que vendem.
Ótimo trabalho, Marcelo! Obrigada por mandar o seu material para nós!
É em meio a uma grande comoção que a Apple lançou ontem o iPhone 4, na Worldwide Developers Conference, em San Francisco. Embora o público estivesse esperando por esse lançamento, não é isso que tem mantido a Apple em foco no momento. Na verdade, os suicídios de trabalhadores na fábrica chinesa que produz o iPad é o maior motivo de tanta atenção.
A empresa chinesa Foxconn- do grupo taiuanês Hon Hai, a maior fabricante mundial de eletrônicos, registrou 10 suicídios apenas em 2010, além de 2 tentativas frustradas. Isso atraiu a atenção mundial para as condições de trabalho na fábrica e obrigou empresas como Apple, Dell e Hewlet-Packard a se pronunciarem. Inicialmente, todas declararam que estavam consternadas e que examinariam o caso de perto, embora não tenha ficado muito claro como.
A fabricante declarou que simplesmente não sabe como parar a onda de suicídios e uma das notícias que veio em seguida foi o aumento salarial (30%) para as centenas de milhares de trabalhadores do complexo. No entanto, entrevistas concedidas anonimamente a revistas e jornais deixaram claro que o problema é bem maior do que um salário baixo.
Além das condições de trabalho serem insalubres, da jornada de trabalho ser de 12 horas – muitas vezes acrescida de horas extras – e dos trabalhadores serem constantemente xingados aos gritos, o que levou essas pessoas ao limite é que o sistema tira deles a “humanidade”, transformando-os em meros robôs. Eles não podem falar com outras pessoas enquanto trabalham, só podem ir ao banheiro em intervalos de 2 horas, fazem exatamente a mesma coisa todos os dias e, por não terem nenhum tipo de desenvolvimento, não têm perspectiva de futuro. Um jovem disse “A vida não tem sentido”.
A Foxconn informou que disponibiliza psicólogos para seus trabalhadores, procurando assim auxiliar no bem-estar emocional das pessoas que estão longe de casa e sem amigos. Por outro lado, os empregados dizem que não há tempo para usar esses serviços.
A empresa declarou, em um e-mail, que “As políticas e práticas de trabalho da Foxconn estão alinhadas com o padrão industrial e são frequentemente revisadas pelas autoridades governamentais e pelos consumidores”. (Isso deveria significar que está tudo certo?)
O caso gerou impacto direto nas marcas com produtos fabricados lá. E-mails de formadores de opinião diretamente para Steve Jobs cobravam uma atitude mais transparente.
Obviamente, a Apple não é a única cliente da empresa – eles produzem para Dell, HP, Sony e Nokia, entre outros. Mas os produtos da Apple é que são sonhos de consumo global. É o iPad produzido nessa fábrica que vendeu mais de 2 milhões de unidades em menos de 60 dias. Por isso, sem dúvida, a Apple fica mais visada.
E isso tudo também deixa Steve Jobs de mãos atadas, pois o iPad já está em larga produção na Foxconn. Imagine o que seria romper um contrato monumental e buscar outro fabricante tão especializado neste momento. A espera pelo iPad seria pelo menos o dobro da atual. Por isso é mais interessante para a Apple ajudar na solução do problema. Inclusive, existem rumores de que Steve Jobs daria participação nos lucros para os funcionários da Foxconn (nenhuma das empresas confirmou).
Outro rumor, este mais provável, é que os produtos vão ter seu preço reajustado para compensar o aumento dos salários. A assembléia de acionistas do Grupo Hon Hai está acontecendo hoje, em Hong Kong, e já existem grupos protestando pelo que parece ser o caso Nike dos eletroeletrônicos.
Qual é a sua opinião sobre esse caso? Você aceitaria que os produtos fossem mais caros se isso significasse melhores condições de vida e de trabalho para quem produz?
Vera Müller é mestre em Gestão Empresarial com ênfase em Markeing pela UFRGS, e por isso, denomina-se uma apaixonada pelo marketing 100% criativo. Cursou especialização na HEC Paris e MBA na ESPM em Porto Alegre, é admiradora de marcas e idéias inovadoras. Recentemente encontrou no esporte uma nova paixão, hoje é praticante de maratonas e está sempre em busca de novos desafios.