Vera Muller - Marketing Viewer

Marketing Viewer - Por Vera Muller

 

Marcas de confiança

30.08.2010 - por Vera Muller

Saiu o resultado da 9ª pesquisa Seleções/Ibope Inteligência sobre as marcas de maior confiança dos brasileiros. O levantamento aponta, pela terceira vez consecutiva, a Nestlé em primeiro lugar geral.

A novidade da edição deste ano ficou por conta da Natura, que assumiu sozinha o posto de empresa mais socialmente responsável, antes compartilhado com a Petrobras. Entre os profissionais, Luciano Hulk e Patrícia Poeta são os líderes no quesito “Apresentadores”. Já William Bonner é o mais apontado entre os jornalistas, e Roberto Justus lidera entre os publicitários.

No quesito rede sociais, a disputa foi acirrada. O Orkut, líder em acessos no Brasil, mantém-se na dianteira da pesquisa realizada pela Seleções e o Ibope Inteligência. Mas essa colocação não garante uma liderança tranquila, já que logo atrás, aparecem o Twitter (23%) e o Facebook (20%).

As marcas que mais passam confiança para os gaúchos são Philips, Ipiranga, Gol, Dell, Melitta, Limpol, Previdência Privada BB e supermercados BIG.

O resultado geral ficou assim:

Marca de Confiança – Nestlé – 19%

Responsabilidade Social – Natura – 18%

Automóvel – Fiat – 25%

Aparelho eletrônico – Sony – 29%

Absorvente Higiênico – Sempre Livre – 30%

Aparelho celular – Nokia – 44%

Assistência Médica – Unimed – 52%

Analgésico – Dorflex – 20%

Adoçante – Zero Cal 47%

Bandeira de posto de gasolina – Petrobras/BR – 49%

Bancos – Banco do Brasil – 35%

Cama, Mesa e Banho – Teka – 39%

Computador – Dell – 20%

Cartão de crédito – Visa – 61%

Companhia aérea – TAM – 48%

Creme Dental – Colgate – 63%

Cremes para Pele- Natura – 28%

Cereal Matinal – Kellogg’s – 38%

Café – Melitta/Pilão – 19%

Companhia de Seguro – Porto Seguro – 26%

Chocolate – Nestlé – 48%

Detergente – Ypê – 44%

Eletrodoméstico – Brastemp – 54%

Fralda descartável – Pampers – 48%

Hiper/Supermercado – Extra – 19%/Carrefour – 17%

Iogurte – Danone – 36%

Laboratório de Medicamentos genéricos- Medley – 26%

Laboratório de Medicamentos fitoterápicos – Herbarium – 10%

Margarina – Qualy – 36%

Maquiagem – Avon – 35%

Operadora de Telefonia Fixa- Oi – 41%

Operadora de Telefonia celular – Vivo – 36%

Óleo de Cozinha – Liza – 37%

Operadora de viagem – CVC – 48%

Provedor Internet – UOL – 23%

Previdência Privada – Bradesco – 25%

Protetor Solar – Sundown – 41%

Ração animais Domésticos – Pedigree – 32%

Refrigerante – Coca-Cola – 56%

Sabonete – Dove – 28%

Shampoo/condicionador – Seda – 28%

Sabão em pó – Omo – 79%

Suco concentrado – Del Valle- 24%

Sorvete – Kibon – 80%

Tintura cabelo – L’Oreal – 29%

Tinta de parede – Suvinil – 56%

Vitamina – Centrum – 18%

Categorias Especiais

Apresentador – Luciano Huck – 75%/Patrícia Poeta – 75%

Artista – Gloria Pires – 88%

Cantor – Herbert Vianna – 79%

Executivo – Alessandro Carlucci – 79%

Esportista – Cesar Cielo- 91%

Autor de livro – Millor Fernandes – 73%

Instituições/Organizações – Correios 82%

Jornalista – William Bonner – 83%

Publicitários – Roberto Justus – 55%

Profissão – Bombeiros – 96%

Outras Pessoas- Deus/ Pai e Mãe – 97%

ONGs/Instituições- APAE – 88%

Redes Sociais – Orkut – 26%

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Mini Cooper de Havaianas

18.08.2010 - por Vera Muller

Mini Cooper estilo Havaianas

O Mini Cooper vai ganhar nova cara na estreia da etapa do Mini Challenge Cup, que acontece nos dias 14 e 15 de agosto, em Salvador, durante a  StockCar. Isso graças a uma parceria com a marca Havaianas, que está customizando o teto dos carros dos modelos Mini Cooper S John Cooper Works. Essa vai ser a primeira  etapa de rua, já que o Mini Challenge Cup é a novidade da temporada 2010 da Stock Car. Essa disputa já acontece em países da  Europa e Oceania.

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TAM quer conquistar a Classe C

11.08.2010 - por Vera Muller

Com uma ação que visa atingir a classe C, a Tam anunciou um novo projeto de atuação no varejo.  A empresa vai vender passagens aéreas em estande localizados dentro das lojas Casas Bahia, apresentando facilidades na forma de pagamento. Com essa iniciativa, a intenção é que a companhia seja a marca mais lembrada das classes emergentes.

Inicialmente, a TAM colocará estandes da Casas Bahia em três filiais da capital paulista. Nesses pontos  a empresa prevê um público potencial de 1 milhão de pessoas por dia em circulação. Futuramente, o projeto deve ser expandido para outras lojas.

Para o projeto, foram investidos R$ 10 milhões nos últimos dois anos, além do valor da campanha publicitária, que não foi divulgado. Hoje, o público emergente representa 6% dos clientes da TAM. Com esta ação, a estimativa é que esse número aumente para 17% em cinco anos.

Concorrente da TAM, a Azul Linhas aéreas esta vendendo passagens em 32 grandes  supermercados de São Paulo. Além disso, passagens compradas através do site da Azul podem ser parceladas em até 60 vezes com Banco do Brasil ou em 48 vezes com o Bradesco. A classe C parece estar  sendo o alvo da vez  das empresas.


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Farm faz relacionamento para manter-se amada

05.08.2010 - por Vera Muller

Grife carioca de roupas femininas investe em ações com clientes e parcerias com marcas

“Carioca é mais do que um registro de nascimento, é um estilo de vida.” É esse o lema que a grife feminina Farm leva, por meio de suas roupas, para o resto do Brasil e alguns outros lugares do mundo. A marca, que começou sua história com um investimento de R$1.200,00 na extinta Babilônia Feira Hype – berço de novos talentos da moda carioca no final dos anos 1990 -, hoje conta com 25 lojas e 170 mil clientes cadastradas em seu programa de relacionamento.

A história dos fundadores da marca com a moda começou por acaso. Kátia Barros era contadora e Marcello Bastos engenheiro. O desejo de Kátia de se envolver com moda fez com que eles abrissem uma franquia da grife paulista Mercearia. A empresa deu prejuízo ao casal e essa tentativa frustrada fez com que

Marcello desacreditasse no trabalho com franquias de moda. Por isso, hoje, todas as lojas da Farm são próprias. “Temos as nossas crenças e a nossa forma de resolver nossos problemas, mas isso causaria problemas com os franqueados que tivessem planejamentos diferentes”, afirma Bastos, em entrevista aoMundo do Marketing.

Mesmo sem esses parceiros investidores, a Farm conseguiu construir uma marca tão forte que atualmente o investimento em cada loja – que deveria ser de R$1,7 milhão -  cai quase pela metade, devido a convites e parceiras com grandes shoppings que consideram a loja um diferencial em seu mix. Foi o que aconteceu com a Farm do Shopping Iguatemi, em São Paulo. Esta é a loja que mais ve

nde por metro quadrado no centro de compras. Para construir essa força, a marca não investe em campanhas para o grande o público, nem em desfiles nas tão visadas semanas de moda, mas sim em seu programa de relacionamento.

Elas querem Farm
Desde os tempos em que era um pequeno stand na feira de moda, a Farm identificou o seu público-alvo e passou a desenvolver não só as roupas, mas também as estratégias e as ações da marca para mulheres com um perfil determinado: em sua maioria, as clientes da Farm são estudantes universitárias e moradoras da zona sul do Rio de Janeiro. “Não queremos massificar nossa marca, por isso preferimos investir em ações que nos aproximem das nossas clientes, ao invés de tentarmos conquistar novos públicos”, conta André Carvalhal, Gerente de Marketing da Farm, em entrevista ao site.

A loja abriu sua primeira unidade em 1999, mas desde 2005 realiza o programa “Eu Quero Farm!”. As clientes cadastradas ganham um chaveirinho que deve ser apresentado toda vez que elas vão às lojas. As compras servem para, junto com outras informações, traçarem o perfil das consumidoras e ajudar na elaboração de relacionamento. Entre as vantagens de participar do programa estão comunicados, via e-mail, de lançamentos, envio de catálogos, direito a liquidações exclusivas, convites para preview de lançamentos, produtos especiais, newsletter mensal e dicas de looks para cada estação.

Outras ações específicas para determinados perfis de clientes também estão incluídas nessas iniciativas. Como um mini spa montado em parceria com a Biotherm na loja do Fashion Mall, no Rio, que convidou algumas consumidoras para fazerem tratamentos para a pele no local. Já as 50 melhores clientes da Farm foram convidadas para assistirem a uma sessão especial do filme Sex and the City 2. “As nossas consumidoras têm uma relação de carinho com a Farm, por isso nossas ações tentam reforçar essa relação”, diz Carvalhal.

Comunicação para se aproximar
Essa proximidade e o carinho entre a marca e o cliente são reforçados com as ações nas redes sociais. A grife tem um departamento totalmente dedicado ao Adoro Farm!, blog da marca, ao Twitter e ao e-mail Marketing. No Twitter e no blog, a relação fica mais próxima ainda e as internautas comentam sobre os produtos da marca e o atendimento nas lojas. Depois, tudo isso é repassado aos departamentos de Marketing e de criação.

A evolução das iniciativas em redes sociais resultou na criação de um aplicativo para iPhone (foto). A iniciativa fez da marca a primeira grife brasileira de roupas femininas a lançar o seu próprio programa para o aparelho da Apple no Brasil. Nele, a usuária tem acesso ao conteúdo do blog e ao lookbook da marca, que é renovado mensalmente. Agora, a Farm planeja disponibilizar iPads nos pontos-de-venda com imagens do lookbook das coleções.  Os aparelhos se encontrarão em todas as lojas da grife, locais que abrigam grandes ações da marca em todo o Brasil.

Para a Farm, investir em novidades e ações nos pontos-de-venda – que chegarão a 35 até final de 2010 - é fundamental. A empresa testa desde os cabides até o cheiro que as lojas terão a cada mudança de coleção. Essas e outras iniciativas promovem experiências sensoriais e emocionais aos consumidores. Na unidade de Ipanema, os clientes podem escolher até que tipo de música ouvir nos provadores. “As nossas vendedoras também têm que ter o mesmo perfil das clientes, para facilitar o relacionamento”, conta Carvalhal.

Parcerias reforçam conceito

Outra iniciativa que faz sucesso nas unidades da Farm são os “mimos” oferecidos para as clientes a partir de parcerias. Uma ação com a Arcor disponibilizou doces da marca nas lojas da Farm no ano passado e possibilitou também a criação de uma linha especial referente ao dia de São Cosme e São Damião. Também em 2009, a parceria com a marca de sucos Do Bem forneceu as bebidas para as clientes. Outro produto que trabalhou com a Farm foi a cerveja Devassa, que disponibilizou geladeiras com os produtos durante o verão e inspirou a coleção “Coisa Nossa”, que tinha a ver com hábitos brasileiros, como o samba e o futebol. Por essa ligação da cerveja com o futebol, a Devassa voltou às lojas Farm durante a Copa junto com a coleção desenvolvida especialmente para o evento.

Já a coleção de inverno deste ano rendeu uma parceria com o Sonho de Valsa. A união resultou no desenvolvimento de uma sapatilha inspirada nos bombons  (foto). “Procuramos o Sonho de Valsa porque ele une os dois temas de nossa coleção: amor e sonho”. Para o verão de 2011, a Sorvete Itália fornecerá picolés de chocolate africano nas lojas.

Embora haja muitos convites para outras parcerias, uma triagem é feita para que todas essas ações sigam o posicionamento da marca. “Só realizamos parceiras com quem tem a ver conosco ou com a nossa coleção. Caso contrário, não aceitamos mesmo que ela seja benéfica financeiramente”, explica o fundador da marca. Enquanto isso, a Farm vai conquistando mais fãs.

Fonte:  Reportagem de Rayane Marcolino, para o site Mundo do Marketing.

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Nestlé, Kraft, Unilever, Danone, Avon e Sadia aderem a sampling inovador

29.06.2010 - por Vera Muller

O conceito de loja com produtos grátis para os consumidores e como fonte de pesquisa para a indústria chegou para ficar no Brasil. O sucesso pode ser medido pelos números que a Sample Central exibe mesmo antes de abrir as portas, no dia 29 de junho, em São Paulo. A primeira franquia da rede internacional já tem 16 mil pessoas cadastradas para experimentar 220 produtos que estão nas prateleiras da loja.

Nestlé, Kraft, Unilever, Danone, Avon, Sadia, Hypermarcas e Seara são as principais das cerca de 60 empresas que já adeririam ao formato “ tryvertising”, do inglês try (teste) + vertising (advertisign, propaganda). Há desde café e adoçante até um test drive com um carro da Nissan (Livina), passando por chocolates, lasanha, desodorantes, cosméticos, camisinha, sopa, biscoito e sabão em pó.

O que estas marcas buscam é testar seus produtos de forma rápida e eficiente, o que vai de uma embalagem diferente até um novo sabor. É um modelo de sampling inovador porque, ao invés de simplesmente distribuir o produto, a indústria consegue saber exatamente o perfil de quem experimentou e se gostou ou não, uma vez que o consumidor cadastrado na Sample Central responde a uma pesquisa. Isso, com cerca de 500 amostras reais. Bem diferente de ações tradicionais que chegam a distribuir até um milhão de produtos e que demandam uma pesquisa maior sem a certeza de que a pessoa experimentou o produto.


Experimentação é seguida de compra

O projeto está sendo encarado como uma nova ferramenta dentro do mix de Marketing de algumas empresas. “O consumidor pode dar a sua opinião a partir de uma experiência igual a de compra”, aponta João Pedro  Borges, Gerente-Geral da Sample Central Brasil. “Teremos aqui uma visão real de experiência de compra e de consumo”,  diz Celso Loducca, um dos sócio da franquia brasileira. “Um dos focos principais é saber o quanto o produto gera interesse”, completa Nelson Marangoni , CEO do IBOPE Inteligência.

Para além da experimentação, o modelo também é próprio para que as marcas conquistem novos consumidores. “Setenta e seis por cento das pessoas que participam vão ao varejo e compram os produtos que experimentaram”, afirma Antony James, fundador e presidente Global da Sample Central. A loja é um grande laboratório. Serviços também estão sendo projetados para serem experimentados, como o Orby da Telefônica, uma linha telefônica voip com um dispositivo semelhante a um telefone touchscreen com aplicativos diversos.

Outra possibilidade é o teste de ações no ponto-de-venda. “Qualquer agência e qualquer marca pode desenvolver e avaliar aqui materiais de merchandising, embalagem e abordagem, pois simulamos um varejo também”, ressalta Fernando Figueiredo, Presidente da Bullet, outra empresa sócia da Sample Central Brasil, animado com o projeto. “O estoque está abarrotado de produtos e já tem até fila de espera”, ressalta.


Metas superlativas

De fato, há 20 empresas aguardando para terem seus produtos experimentados e avaliados. Muitas das metas para o primeiro ano já foram batidas e a expectativa de abrir mais uma loja ainda este ano é grande. O plano de ter cinco lojas em cinco anos, com um investimento de R$ 4 milhões no primeiro ano de operação, tem grande possibilidade de ser revisto para cima. Outro passo que ainda não está definido é o monitoramento da loja com câmeras que gravam a reação do comprador no ponto-de-venda.

O Marketing Digital e Viral é a grande aposta da Sample Central Brasil para conquistar “clientes” que pagam uma anuidade de R$ 15,00 para ter acesso aos produtos. Para a inauguração são esperadas cerca de três mil pessoas que já agendaram sua visita à loja. O perfil é o mais amplo possível, com pessoas a partir de 15 anos, das classes ABC, representantes de mais de 70% do poder de consumo do Brasil. Se depender dos números iniciais, a operação brasileira tem tudo para chegar, em pouco tempo, ao número de associados que tem Tókio, a primeira unidade da rede, com 1,7 milhões de pessoas em quatro anos.

Fontes: reportagem de Bruno Mello, para o  Mundo do Marketing, imagem retirada do site da Sample Central

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Marcas são esculturas de significados

23.06.2010 - por Vera Muller

No dia 18/06, o Portal HSM publicou um texto do Fernando Jucá, Diretor Associado do Grupo Troiano de Branding, que reproduzo aqui no blog para compartilhar com os leitores a visão interessante que ele expressa sobre as marcas e seus significados.

Marcas são esculturas de significados

Em que consiste, na sua essência, a função do profissional de marketing? Se você repetir essa pergunta – como eu já fiz – para diversos executivos que atuam na área, provavelmente vai encontrar respostas bastante divergentes. Na literatura acadêmica as respostas também são múltiplas e, não raramente, geram mais confusão do que explicam. Mas uma pergunta desta importância não pode ficar sem uma resposta clara. Para encurtar a história, decidi investigar essa questão.

A proposta mais interessante que encontrei foi, para minha surpresa, a de um antropólogo, o americano Grant McCracken. Ele sugere – absolutamente não de forma inédita, mas de modo bastante assertivo – que profissionais de marketing são, em essência, “gerentes de significado”. Crescimento de market share, resultados financeiros positivos… o sucesso deste executivo é sempre diretamente ligado à eficácia com que ele constrói significado para marcas.

E então McCracken acrescenta que significados não são criados do nada, eles têm sua origem na cultura: o conjunto de crenças, valores, comportamentos e instituições que organizam a vida em sociedade. É nesta preciosa fonte que bebem os profissionais de marketing, buscando significados que são então gerenciados para agregar valor a um determinado produto ou serviço, construir marcas e retornar posteriormente para a vida do consumidor.

Faz sentido para você? Para mim fez. Tanto que continuei navegando nos mares da antropologia e constatei que diversos autores escreveram sobre as operações mentais que pessoas, vivendo em sociedade, naturalmente fazem para atribuir significados, e portanto valor, a coisas ou objetos (ou, se você preferir, produtos). Sempre comparando os resultados desta investigação com o que efetivamente acontece no universo das marcas, comecei a catalogar essas diferentes, e “ancestrais”, operações mentais e finalmente as organizei em 12 tipos.

Claro, não pretendo que esta lista seja exaustiva e definitiva. Espero sim que ela seja fonte de inspiração. Pois acredito que é da profunda compreensão das motivações envolvidas nestas “naturais esculturas de significado humanas” que nasce o talentoso profissional de marketing. Note bem que em cada uma destas “esculturas” o tangível não muda, ou pelo menos, não necessariamente. O que é esculpido e modelado são os significados atribuídos à coisa material:

1. De “coisa” para… “Amuleto”
Operação mental em que é atribuído um “poder mágico” a determinado objeto. Exemplo ouvido recentemente de um jovem: “nossa, com este tênis parece que sou capaz até de voar…”

2. De “coisa” para… “Ingresso”
Objeto cuja posse culturalmente passa a implicar, ou ao menos facilitar, a aceitação em um desejado grupo social, mesmo que não formalmente constituído. Exemplo: ser assinante de determinada revista contribui para que o consumidor seja percebido como um “intelectual”.

3. De “coisa” para…“Personagem”
Operação mental em que o objeto ganha significado e valor ao passar a fazer parte do enredo da vida da pessoa, como um personagem. Exemplo: o cartão de crédito que esteve comigo em todas as fases da minha vida.

4. De “coisa” para…“Caça”
Operação em que significado e valor são atribuídos ao objeto em razão de características do próprio processo de busca e aquisição. Exemplo atual: “itens de coleção, quando até uma simples figurinha ganha um valor inestimável”.

5. De “coisa” para…“Ponte”
O objeto ganha significado quando culturalmente se torna uma ponte para aproximar pessoas e facilitar a interação social. Esta ponte pode ser “física”, quando, por exemplo, a coisa se torna um presente, ou “emocional”, quando a ponte surge de um tema de interesse comum que o objeto desperta. Exemplo: uma camiseta com ilustrações inspiradas em um filme ou programa de TV.

6. De “coisa” para…“Autêntico”
Normalmente, operação mental que acontece no vetor temporal: objeto ganha significado ao se tornar um representante fiel de iniciativa ou momento valorizado do passado. Exemplo pessoal: o “baleiro” que orgulhosamente exibo na minha sala.

7. De “coisa” para…“Exótico”
Operação mental que navega no vetor espacial: objeto ganha valor quando passa a representar outras culturas ou pontos de vista. Exemplo: um vaso com motivos africanos.

8. De “coisa” para… “Troféu”
O que se torna escasso ou limitado, inclusive por meio do preço, ganha significado ao delimitar territórios sociais. Exemplos proliferam no mercado de luxo.


9. De “coisa” para…“Saber”
Objeto que também passa a delimitar territórios sociais, só que principalmente em função do conhecimento demandado para sua utilização e fruição. Exemplo obrigatório: uma garrafa de vinho.

10. De “coisa” para…“Bandeira”
Objeto que se torna símbolo de um desejo humano maior, como liberdade, amor, mudança ou a pátria. Exemplo antológico: uma motocicleta Harley-Davidson.

11. De “coisa” para…“Arte”
Objeto que passa a ser descrito como exemplo da inventividade humana e da nossa capacidade de transcender o meramente biológico. Exemplos abundam na gastronomia: “isto não é comida apenas, são pepitas de chocolate trufado”.

12. De “coisa” para…“Sagrado”
Objeto cujo significado mais evidente é transferido de outra pessoa, não raramente uma celebridade, que detinha a posse anterior da coisa ou que se envolveu na sua produção e consumo. Exemplo: o “perfume de Antonio Banderas”.

Em resumo: profissionais de marketing são gerentes de significado, trabalhando com esculturas de significado que naturalmente os consumidores estão aptos a produzir. Em certo sentido, nós não inventamos nada. Construímos significado quando gerenciamos eficazmente – estimulando e compartilhando com consumidores – um processo que é fundamentalmente humano.

Texto de Fernando Jucá para o Portal HSM

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Ranking Interbrand das Marcas Brasileiras mais Valiosas

11.06.2010 - por Vera Muller

Nesta quinta-feira, 10 de junho, foi divulgado o Ranking Interbrand das Marcas Brasileiras Mais Valiosas e quem aparece em primeiro lugar é o Itaú,  com marca avaliada em R$ 20,651 bilhões. Na verdade, as instituições financeiras ficaram bem presentes no topo da lista (veja relação abaixo).


As 25 marcas que compõem o ranking são genuinamente brasileiras, e acordo com Alejandro Pinedo, diretor-geral da Interbrand Brasil. “Foi feita uma análise financeira, uma análise do papel da marca e foi feito uma potuação da força da marca. Assim, chegamos no lucro dessa marca”, explicou.

O executivo ainda disse que as cinco primeiras marcas, com valor superior a R$ 6 bilhões, têm condições para estarem no ranking Best Global Brands, que avalia as marcas mais valiosas do mundo. “Falta-lhes apenas maior visibilidade, reconhecimento e presença internacional para serem verdadeiramente globais. Tudo isso é, certamente, apenas uma questão de tempo”, disse Pinedo.

Abaixo, o Ranking Interbrand das Marcas Brasileiras Mais Valiosas 2010:

1. Itaú – R$ 20,651 bilhões
2. Bradesco – R$ 12,381 bilhões
3. Petrobras – R$ 10,805 bilhões
4. Banco do Brasil – R$ 10,497 bilhões
5. Skol – R$ 6,593 bilhões
6. Natura – R$ 4,652 bilhões
7. Brahma – R$ 3,607 bilhões
8. Antarctica – R$ 1,753 bilhão
9. Vivo – R$ 1,468 bilhão
10. Renner – R$ 780 milhões
11. Embratel – R$ 730 milhões
12. Banrisul – R$ 645 milhões
13. Lojas Americanas – R$ 601 milhões
14. Cyrela – R$ 545 milhões
15. Oi – R$ 472 milhões
16. Braskem – R$ 449 milhões
17. TAM – R$ 347 milhões
18. NET – R$ 294 milhões
19. Marisa – R$ 196 milhões
20. Hering – R$ 144 milhões
21. Gafisa – R$ 129 milhões
22. Havaianas – R$ 113 milhões
23. Gol – R$ 108 milhões
24. Positivo – R$ 103 milhões
25. Lopes – R$ 87 milhões

Fonte: Propmark

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Bradesco, agora em Presença sonora também!

10.06.2010 - por Vera Muller

O Bradesco está levando muito a sério a sua ideia de Presença, conforme pode ser visto na notícia abaixo, divulgada hoje pelo Meio&Mensagem Online.


Bradesco cria rádio na web

Banco lança ferramenta que busca ampliar interatividade com cliente. Há estilos musicais para todos os gostos

Entrou no ar nesta quarta-feira, 09 de junho, a nova proposta do Bradesco para comunicação na internet: a Rádio Bradesco. Desenvolvida pela Age Isobar, a plataforma promete trazer entretenimento e conteúdo para o internauta.

A rádio pode ser acessada de diversas maneiras. Além de site próprio, ela está disponível nos principais portais do País como Terra, MSN, iG, Yahoo, UOL e Estadão.com, dentre outros. Alinhada com as novas tecnologias, a plataforma também poderá ser acessada no iPad, nos meios de telefonia móvel (iPhone, Nokia, Black Berry e demais smartphones).

O internauta ainda pode compartilhar as músicas ouvidas pelas redes sociais Twitter, Facebook e Orkut. A rádio não pára e disponibiliza os canais “Hits” e “Cool”, com escolhas que vão da MPB ao rock, do lounge ao hip hop. O novo espaço do Bradesco oferece ao ouvinte a possiblidade de dar uma menção positiva às opções tocadas – ou pressionar a alternativa negativa, deixando clara sua preferência por canção ou estilo.

Dentre os atrativos da ferramenta, estão informações diárias sobre educação financeira, tecnologia, seguros, cultura e sustentabilidade. O intuito do Bradesco é reunir entretenimento e conteúdo, criando possibilidades para que os ouvintes acompanhem a programação enquanto navegam na internet.

Fonte: Meio e Mensagem Online

Confira e depois nos conte se você gostou!

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Bom exemplo de treinamento

10.06.2010 - por Vera Muller

O exemplo de um bom treinamento para vendedores vem do leitor Marcelo Carvalho, que é representante comercial das marcas de calçado Ferracini, Ortopé e Miucha nos Estados de Goiás, Distrito Federal e Tocantins.

Os vendedores e balconistas das lojas atendidas pelo Marcelo estão recebendo um treinamento que ajuda muito na hora da venda: parte do contéudo é um DVD de 30 minutos que traz informações sobre a indústria calçadista, passando pela moda, a produção e a tecnologia dos calçados.

Esse conhecimento é um diferencial no atendimento ao cliente, possibilitando ao vendedor explicar determinados aspectos e argumentar com mais propriedade, o que também se converte em vendas.


Aproveitando a atmosfera criada pelo treinamento, ele entrega para os gerentes das lojas os materiais de ponto de venda e eles definem os melhores locais de disposição.

Esse método de trabalho acompanha uma realidade do comportamento do consumidor: as pessoas têm cada vez mais acesso a mais informações, ou seja, elas podem conhecer os produtos que desejam mais do que os próprios vendedores. Por isso, o mínimo que se pode oferecer em um bom atendimento são vendedores experts nos produtos que vendem.

Ótimo trabalho, Marcelo! Obrigada por mandar o seu material para nós!

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O custo humano da produção barata

08.06.2010 - por Vera Muller

É em meio a uma grande comoção que a Apple lançou ontem o iPhone 4, na Worldwide Developers Conference, em San Francisco. Embora o público estivesse esperando por esse lançamento, não é isso que tem mantido a Apple em foco no momento. Na verdade, os suicídios de trabalhadores na fábrica chinesa que produz o iPad é o maior motivo de tanta atenção.

A empresa chinesa Foxconn- do grupo taiuanês Hon Hai, a maior fabricante mundial de eletrônicos, registrou 10 suicídios apenas em 2010, além de 2 tentativas frustradas. Isso atraiu a atenção mundial para as condições de trabalho na fábrica e obrigou empresas como Apple, Dell e Hewlet-Packard a se pronunciarem. Inicialmente, todas declararam que estavam consternadas e que examinariam o caso de perto, embora não tenha ficado muito claro como.


A fabricante declarou que simplesmente não sabe como parar a onda de suicídios e uma das notícias que veio em seguida foi o aumento salarial (30%) para as centenas de milhares de trabalhadores do complexo. No entanto, entrevistas concedidas anonimamente a revistas e jornais deixaram claro que o problema é bem maior do que um salário baixo.

Além das condições de trabalho serem insalubres, da jornada de trabalho ser de 12 horas – muitas vezes acrescida de horas extras – e dos trabalhadores serem constantemente xingados aos gritos, o que levou essas pessoas ao limite é que o sistema tira deles a “humanidade”, transformando-os em meros robôs. Eles não podem falar com outras pessoas enquanto trabalham, só podem ir ao banheiro em intervalos de 2 horas, fazem exatamente a mesma coisa todos os dias e, por não terem nenhum tipo de desenvolvimento, não têm perspectiva de futuro. Um jovem disse “A vida não tem sentido”.

A Foxconn informou que disponibiliza psicólogos para seus trabalhadores, procurando assim auxiliar no bem-estar emocional das pessoas que estão longe de casa e sem amigos. Por outro lado, os empregados dizem que não há tempo para usar esses serviços.

A empresa declarou, em um e-mail, que “As políticas e práticas de trabalho da Foxconn estão alinhadas com o padrão industrial e são frequentemente revisadas pelas autoridades governamentais e pelos consumidores”. (Isso deveria significar que está tudo certo?)

O caso gerou impacto direto nas marcas com produtos fabricados lá. E-mails de formadores de opinião diretamente para Steve Jobs cobravam uma atitude mais transparente.

Obviamente, a Apple não é a única cliente da empresa – eles produzem para Dell, HP, Sony e Nokia, entre outros. Mas os produtos da Apple é que são sonhos de consumo global. É o iPad produzido nessa fábrica que vendeu mais de 2 milhões de unidades em menos de 60 dias. Por isso, sem dúvida, a Apple fica mais visada.

E isso tudo também deixa Steve Jobs de mãos atadas, pois o iPad já está em larga produção na Foxconn. Imagine o que seria romper um contrato monumental e buscar outro fabricante tão especializado neste momento. A espera pelo iPad seria pelo menos o dobro da atual. Por isso é mais interessante para a Apple ajudar na solução do problema. Inclusive, existem rumores de que Steve Jobs daria participação nos lucros para os funcionários da Foxconn (nenhuma das empresas confirmou).

Outro rumor, este mais provável, é que os produtos vão ter seu preço reajustado para compensar o aumento dos salários. A assembléia de acionistas do Grupo Hon Hai está acontecendo hoje, em Hong Kong, e já existem grupos protestando pelo que parece ser o caso Nike dos eletroeletrônicos.


Qual é a sua opinião sobre esse caso? Você aceitaria que os produtos fossem mais caros se isso significasse melhores condições de vida e de trabalho para quem produz?


Informações de artigos da Business Week Online, G1 e MacMagazine

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Postado na categoria: Empresas, Marca, Mercado, Produto
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