Vera Muller - Marketing Viewer

Marketing Viewer - Por Vera Muller

 

Marcas de confiança

30.08.2010 - por Vera Muller

Saiu o resultado da 9ª pesquisa Seleções/Ibope Inteligência sobre as marcas de maior confiança dos brasileiros. O levantamento aponta, pela terceira vez consecutiva, a Nestlé em primeiro lugar geral.

A novidade da edição deste ano ficou por conta da Natura, que assumiu sozinha o posto de empresa mais socialmente responsável, antes compartilhado com a Petrobras. Entre os profissionais, Luciano Hulk e Patrícia Poeta são os líderes no quesito “Apresentadores”. Já William Bonner é o mais apontado entre os jornalistas, e Roberto Justus lidera entre os publicitários.

No quesito rede sociais, a disputa foi acirrada. O Orkut, líder em acessos no Brasil, mantém-se na dianteira da pesquisa realizada pela Seleções e o Ibope Inteligência. Mas essa colocação não garante uma liderança tranquila, já que logo atrás, aparecem o Twitter (23%) e o Facebook (20%).

As marcas que mais passam confiança para os gaúchos são Philips, Ipiranga, Gol, Dell, Melitta, Limpol, Previdência Privada BB e supermercados BIG.

O resultado geral ficou assim:

Marca de Confiança – Nestlé – 19%

Responsabilidade Social – Natura – 18%

Automóvel – Fiat – 25%

Aparelho eletrônico – Sony – 29%

Absorvente Higiênico – Sempre Livre – 30%

Aparelho celular – Nokia – 44%

Assistência Médica – Unimed – 52%

Analgésico – Dorflex – 20%

Adoçante – Zero Cal 47%

Bandeira de posto de gasolina – Petrobras/BR – 49%

Bancos – Banco do Brasil – 35%

Cama, Mesa e Banho – Teka – 39%

Computador – Dell – 20%

Cartão de crédito – Visa – 61%

Companhia aérea – TAM – 48%

Creme Dental – Colgate – 63%

Cremes para Pele- Natura – 28%

Cereal Matinal – Kellogg’s – 38%

Café – Melitta/Pilão – 19%

Companhia de Seguro – Porto Seguro – 26%

Chocolate – Nestlé – 48%

Detergente – Ypê – 44%

Eletrodoméstico – Brastemp – 54%

Fralda descartável – Pampers – 48%

Hiper/Supermercado – Extra – 19%/Carrefour – 17%

Iogurte – Danone – 36%

Laboratório de Medicamentos genéricos- Medley – 26%

Laboratório de Medicamentos fitoterápicos – Herbarium – 10%

Margarina – Qualy – 36%

Maquiagem – Avon – 35%

Operadora de Telefonia Fixa- Oi – 41%

Operadora de Telefonia celular – Vivo – 36%

Óleo de Cozinha – Liza – 37%

Operadora de viagem – CVC – 48%

Provedor Internet – UOL – 23%

Previdência Privada – Bradesco – 25%

Protetor Solar – Sundown – 41%

Ração animais Domésticos – Pedigree – 32%

Refrigerante – Coca-Cola – 56%

Sabonete – Dove – 28%

Shampoo/condicionador – Seda – 28%

Sabão em pó – Omo – 79%

Suco concentrado – Del Valle- 24%

Sorvete – Kibon – 80%

Tintura cabelo – L’Oreal – 29%

Tinta de parede – Suvinil – 56%

Vitamina – Centrum – 18%

Categorias Especiais

Apresentador – Luciano Huck – 75%/Patrícia Poeta – 75%

Artista – Gloria Pires – 88%

Cantor – Herbert Vianna – 79%

Executivo – Alessandro Carlucci – 79%

Esportista – Cesar Cielo- 91%

Autor de livro – Millor Fernandes – 73%

Instituições/Organizações – Correios 82%

Jornalista – William Bonner – 83%

Publicitários – Roberto Justus – 55%

Profissão – Bombeiros – 96%

Outras Pessoas- Deus/ Pai e Mãe – 97%

ONGs/Instituições- APAE – 88%

Redes Sociais – Orkut – 26%

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O poder dos slogans

26.08.2010 - por Vera Muller

Slogans como: 1001 utilidades, Feito para você, Uma boa ideia, Bem estar Bem, Dedicação Total a Você… Qualquer pessoa que escute uma dessas frases pensa rapidamente, em Bombril, Itaú, 51, Natura e Casas Bahia. Não são poucos os casos de sucesso de slogans no Brasil e no mundo, mas para alcançar esse objetivo uma marca precisa de muito estudo e, principalmente, valores e gestão bem definidos.

Isso, somado a uma pitada de criatividade, pode tornar a marca inesquecível, gerar publicidade espontânea e, em alguns casos, entrar na cultura do país de origem. Para um slogan dar certo é necessário observar o momento de usá-lo. É importante que ele seja aplicado logo após a fase de consolidação dos produtos da marca.

Foi justamente nesse momento estratégico que a Nike criou o “Just do It”.  A marca estava  no início da segunda fase de sua gestão e precisava definir seu posicionamento. O slogan mostrou qual era o objetivo da Nike.  A estratégia deu tão certo que hoje a marca não usa mais a frase. Apenas aplicando o seu símbolo consegue fazer com que o consumidor associe a Nike com a imagem e a estratégia.

Transmissão de posicionamento e valores

Um fator importante para o sucesso é  que o slogan criado seja de acordo com a essência da marca. A Natura conseguiu aliar transparência e ética em suas atitudes, com um slogan que transmite isso de forma coerente. O “Bem estar Bem” reflete os valores e as ações da marca.

 A Unimed também busca traduzir sua cultura por meio de seu slogan. A preocupação com a qualidade de vida foi um posicionamento que mudou antes do slogan da Unimed. “O melhor plano de saúde é viver, o segundo melhor é Unimed” veio substituir o “Criado e dirigido por médicos” em 2003. Nesse caso, houve sucesso na mudança porque ela foi realizada em conjunto com o reposicionamento da empresa.

Mudar e manter
Slogans que refletem valores bem definidos costumam durar de cinco a 10 anos. Já os que tem apelo comercial, destacando produtos e serviços, têm um ciclo de vida menor, durando de um a três anos.

O Itaú é um exemplo de empresa que conseguiu adequar a sua mudança de slogan às necessidades do mercado. Quando a empresa passou a utilizar o “Feito para você”,  conseguiu passar a ideia do banco digital próximo do consumidor. A mudança foi grande, mas se adaptou ao mercado que também havia mudado muito. Tudo isso sem perder a característica da marca.

 Embora algumas marcas alterem seus slogans, outras construíram uma ligação tão forte com eles que se tornou impossível dissociar o produto da frase. É o caso da cachaça Pirassununga 51, que deve muito do seu sucesso ao fato de ter slogan simples, de fácil compreensão, forte e impactante, voltado para um público amplo.

O slogan utilizado com sucesso desde 1978 já virou parte da cultura popular brasileira. Sempre que alguém fala o número 51, automaticamente outra pessoa já completa com  ”uma boa ideia”. A marca completa 51 anos em 2010.

Nota inspirada em matéria publicada no site Mundo do Marketing.

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O poder das redes sociais nas eleições

23.08.2010 - por Vera Muller

Em 2008, Obama mostrou a força das redes sociais em uma eleição. Atualmente, todos candidatos desejam conquistar a maioria dos eleitores através da internet. Querem fazer campanhas e ter um slogan forte para disseminá-lo pelo mundo.

Contrariando especialista, depois do primeiro debate presidencial na Band, Plínio Arruda se tornou o “Obama brasileiro”.  Ele alcançou o TT mundial no Twitter  por ter adotado uma postura inusitada perante os outros candidatos. Virar meme de humor, provavelmente não vai garantir a eleição do candidato do PSOL, mas renderá maior visibilidade e alguns percentuais na corrida presidencial.

Esse é apenas um exemplo para ilustrar como as atitudes dos candidatos vão repercutir nas redes sociais e, conseqüentemente, no marketing político. A equipe terá que redobrar a atenção em todos os detalhes da campanha. O mínimo escorregão do candidato pode acabar com toda a imagem positiva construída.

A verdade é que as redes sociais se tornaram uma poderosa aliada na guerra política. O problema é que, às vezes, a arma pode estar virada para si mesmo. Cabe ao especialista em mídias sociais trabalhar junto com a equipe para garantir o menor dano à imagem do candidato.

É bem provável que a nossa eleição presidencial não se torne um case do nível de Obama, mas ela vai ensinar a não desprezar o poder que o eleitor passou a ter nas redes sociais.

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Termômetro de solidariedade

20.08.2010 - por Vera Muller

Dizem que, uma pessoa indecisa, acaba optando pelo o que a grande maioria está opinando. Pensando assim, a campanha do agasalho deste ano criou uma caixa de doações sensacional.

Com a assinatura “Quanto mais gente, mais quente” , a caixa recebe um recorte no formato de um termômetro. Conforme ela vai enchendo, a temperatura também vai “subindo”.

A criação é da DPZ.

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Red Bull cai do céu – Airdrop

06.08.2010 - por Vera Muller

A Red Bull deixou alguns estudantes da Austria muito animados. Isso porque a marca “deixou cair” estrategicamente, uma caixa de madeira recheada de Red Bull próximo ao campus de uma universidade.

Na caixa, além do destino “Austria”, estava escrita a frase: “Consumir o conteúdo pode te dar asas”.

Uma grande jogada que se tornou uma experiência de sampling.

Será que cai uma por aqui?

Fotos: Site E Osso

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Farm faz relacionamento para manter-se amada

05.08.2010 - por Vera Muller

Grife carioca de roupas femininas investe em ações com clientes e parcerias com marcas

“Carioca é mais do que um registro de nascimento, é um estilo de vida.” É esse o lema que a grife feminina Farm leva, por meio de suas roupas, para o resto do Brasil e alguns outros lugares do mundo. A marca, que começou sua história com um investimento de R$1.200,00 na extinta Babilônia Feira Hype – berço de novos talentos da moda carioca no final dos anos 1990 -, hoje conta com 25 lojas e 170 mil clientes cadastradas em seu programa de relacionamento.

A história dos fundadores da marca com a moda começou por acaso. Kátia Barros era contadora e Marcello Bastos engenheiro. O desejo de Kátia de se envolver com moda fez com que eles abrissem uma franquia da grife paulista Mercearia. A empresa deu prejuízo ao casal e essa tentativa frustrada fez com que

Marcello desacreditasse no trabalho com franquias de moda. Por isso, hoje, todas as lojas da Farm são próprias. “Temos as nossas crenças e a nossa forma de resolver nossos problemas, mas isso causaria problemas com os franqueados que tivessem planejamentos diferentes”, afirma Bastos, em entrevista aoMundo do Marketing.

Mesmo sem esses parceiros investidores, a Farm conseguiu construir uma marca tão forte que atualmente o investimento em cada loja – que deveria ser de R$1,7 milhão -  cai quase pela metade, devido a convites e parceiras com grandes shoppings que consideram a loja um diferencial em seu mix. Foi o que aconteceu com a Farm do Shopping Iguatemi, em São Paulo. Esta é a loja que mais ve

nde por metro quadrado no centro de compras. Para construir essa força, a marca não investe em campanhas para o grande o público, nem em desfiles nas tão visadas semanas de moda, mas sim em seu programa de relacionamento.

Elas querem Farm
Desde os tempos em que era um pequeno stand na feira de moda, a Farm identificou o seu público-alvo e passou a desenvolver não só as roupas, mas também as estratégias e as ações da marca para mulheres com um perfil determinado: em sua maioria, as clientes da Farm são estudantes universitárias e moradoras da zona sul do Rio de Janeiro. “Não queremos massificar nossa marca, por isso preferimos investir em ações que nos aproximem das nossas clientes, ao invés de tentarmos conquistar novos públicos”, conta André Carvalhal, Gerente de Marketing da Farm, em entrevista ao site.

A loja abriu sua primeira unidade em 1999, mas desde 2005 realiza o programa “Eu Quero Farm!”. As clientes cadastradas ganham um chaveirinho que deve ser apresentado toda vez que elas vão às lojas. As compras servem para, junto com outras informações, traçarem o perfil das consumidoras e ajudar na elaboração de relacionamento. Entre as vantagens de participar do programa estão comunicados, via e-mail, de lançamentos, envio de catálogos, direito a liquidações exclusivas, convites para preview de lançamentos, produtos especiais, newsletter mensal e dicas de looks para cada estação.

Outras ações específicas para determinados perfis de clientes também estão incluídas nessas iniciativas. Como um mini spa montado em parceria com a Biotherm na loja do Fashion Mall, no Rio, que convidou algumas consumidoras para fazerem tratamentos para a pele no local. Já as 50 melhores clientes da Farm foram convidadas para assistirem a uma sessão especial do filme Sex and the City 2. “As nossas consumidoras têm uma relação de carinho com a Farm, por isso nossas ações tentam reforçar essa relação”, diz Carvalhal.

Comunicação para se aproximar
Essa proximidade e o carinho entre a marca e o cliente são reforçados com as ações nas redes sociais. A grife tem um departamento totalmente dedicado ao Adoro Farm!, blog da marca, ao Twitter e ao e-mail Marketing. No Twitter e no blog, a relação fica mais próxima ainda e as internautas comentam sobre os produtos da marca e o atendimento nas lojas. Depois, tudo isso é repassado aos departamentos de Marketing e de criação.

A evolução das iniciativas em redes sociais resultou na criação de um aplicativo para iPhone (foto). A iniciativa fez da marca a primeira grife brasileira de roupas femininas a lançar o seu próprio programa para o aparelho da Apple no Brasil. Nele, a usuária tem acesso ao conteúdo do blog e ao lookbook da marca, que é renovado mensalmente. Agora, a Farm planeja disponibilizar iPads nos pontos-de-venda com imagens do lookbook das coleções.  Os aparelhos se encontrarão em todas as lojas da grife, locais que abrigam grandes ações da marca em todo o Brasil.

Para a Farm, investir em novidades e ações nos pontos-de-venda – que chegarão a 35 até final de 2010 - é fundamental. A empresa testa desde os cabides até o cheiro que as lojas terão a cada mudança de coleção. Essas e outras iniciativas promovem experiências sensoriais e emocionais aos consumidores. Na unidade de Ipanema, os clientes podem escolher até que tipo de música ouvir nos provadores. “As nossas vendedoras também têm que ter o mesmo perfil das clientes, para facilitar o relacionamento”, conta Carvalhal.

Parcerias reforçam conceito

Outra iniciativa que faz sucesso nas unidades da Farm são os “mimos” oferecidos para as clientes a partir de parcerias. Uma ação com a Arcor disponibilizou doces da marca nas lojas da Farm no ano passado e possibilitou também a criação de uma linha especial referente ao dia de São Cosme e São Damião. Também em 2009, a parceria com a marca de sucos Do Bem forneceu as bebidas para as clientes. Outro produto que trabalhou com a Farm foi a cerveja Devassa, que disponibilizou geladeiras com os produtos durante o verão e inspirou a coleção “Coisa Nossa”, que tinha a ver com hábitos brasileiros, como o samba e o futebol. Por essa ligação da cerveja com o futebol, a Devassa voltou às lojas Farm durante a Copa junto com a coleção desenvolvida especialmente para o evento.

Já a coleção de inverno deste ano rendeu uma parceria com o Sonho de Valsa. A união resultou no desenvolvimento de uma sapatilha inspirada nos bombons  (foto). “Procuramos o Sonho de Valsa porque ele une os dois temas de nossa coleção: amor e sonho”. Para o verão de 2011, a Sorvete Itália fornecerá picolés de chocolate africano nas lojas.

Embora haja muitos convites para outras parcerias, uma triagem é feita para que todas essas ações sigam o posicionamento da marca. “Só realizamos parceiras com quem tem a ver conosco ou com a nossa coleção. Caso contrário, não aceitamos mesmo que ela seja benéfica financeiramente”, explica o fundador da marca. Enquanto isso, a Farm vai conquistando mais fãs.

Fonte:  Reportagem de Rayane Marcolino, para o site Mundo do Marketing.

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Maior rede social entre adolescentes

12.07.2010 - por Vera Muller

 

Hotel Haboo – Maior rede social entre os adolescentes. As maiores marcas do mundo têm um quarto no hotel e usam esse espaço para promover o contato dos usuários com a marca.

 

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Marcas são esculturas de significados

23.06.2010 - por Vera Muller

No dia 18/06, o Portal HSM publicou um texto do Fernando Jucá, Diretor Associado do Grupo Troiano de Branding, que reproduzo aqui no blog para compartilhar com os leitores a visão interessante que ele expressa sobre as marcas e seus significados.

Marcas são esculturas de significados

Em que consiste, na sua essência, a função do profissional de marketing? Se você repetir essa pergunta – como eu já fiz – para diversos executivos que atuam na área, provavelmente vai encontrar respostas bastante divergentes. Na literatura acadêmica as respostas também são múltiplas e, não raramente, geram mais confusão do que explicam. Mas uma pergunta desta importância não pode ficar sem uma resposta clara. Para encurtar a história, decidi investigar essa questão.

A proposta mais interessante que encontrei foi, para minha surpresa, a de um antropólogo, o americano Grant McCracken. Ele sugere – absolutamente não de forma inédita, mas de modo bastante assertivo – que profissionais de marketing são, em essência, “gerentes de significado”. Crescimento de market share, resultados financeiros positivos… o sucesso deste executivo é sempre diretamente ligado à eficácia com que ele constrói significado para marcas.

E então McCracken acrescenta que significados não são criados do nada, eles têm sua origem na cultura: o conjunto de crenças, valores, comportamentos e instituições que organizam a vida em sociedade. É nesta preciosa fonte que bebem os profissionais de marketing, buscando significados que são então gerenciados para agregar valor a um determinado produto ou serviço, construir marcas e retornar posteriormente para a vida do consumidor.

Faz sentido para você? Para mim fez. Tanto que continuei navegando nos mares da antropologia e constatei que diversos autores escreveram sobre as operações mentais que pessoas, vivendo em sociedade, naturalmente fazem para atribuir significados, e portanto valor, a coisas ou objetos (ou, se você preferir, produtos). Sempre comparando os resultados desta investigação com o que efetivamente acontece no universo das marcas, comecei a catalogar essas diferentes, e “ancestrais”, operações mentais e finalmente as organizei em 12 tipos.

Claro, não pretendo que esta lista seja exaustiva e definitiva. Espero sim que ela seja fonte de inspiração. Pois acredito que é da profunda compreensão das motivações envolvidas nestas “naturais esculturas de significado humanas” que nasce o talentoso profissional de marketing. Note bem que em cada uma destas “esculturas” o tangível não muda, ou pelo menos, não necessariamente. O que é esculpido e modelado são os significados atribuídos à coisa material:

1. De “coisa” para… “Amuleto”
Operação mental em que é atribuído um “poder mágico” a determinado objeto. Exemplo ouvido recentemente de um jovem: “nossa, com este tênis parece que sou capaz até de voar…”

2. De “coisa” para… “Ingresso”
Objeto cuja posse culturalmente passa a implicar, ou ao menos facilitar, a aceitação em um desejado grupo social, mesmo que não formalmente constituído. Exemplo: ser assinante de determinada revista contribui para que o consumidor seja percebido como um “intelectual”.

3. De “coisa” para…“Personagem”
Operação mental em que o objeto ganha significado e valor ao passar a fazer parte do enredo da vida da pessoa, como um personagem. Exemplo: o cartão de crédito que esteve comigo em todas as fases da minha vida.

4. De “coisa” para…“Caça”
Operação em que significado e valor são atribuídos ao objeto em razão de características do próprio processo de busca e aquisição. Exemplo atual: “itens de coleção, quando até uma simples figurinha ganha um valor inestimável”.

5. De “coisa” para…“Ponte”
O objeto ganha significado quando culturalmente se torna uma ponte para aproximar pessoas e facilitar a interação social. Esta ponte pode ser “física”, quando, por exemplo, a coisa se torna um presente, ou “emocional”, quando a ponte surge de um tema de interesse comum que o objeto desperta. Exemplo: uma camiseta com ilustrações inspiradas em um filme ou programa de TV.

6. De “coisa” para…“Autêntico”
Normalmente, operação mental que acontece no vetor temporal: objeto ganha significado ao se tornar um representante fiel de iniciativa ou momento valorizado do passado. Exemplo pessoal: o “baleiro” que orgulhosamente exibo na minha sala.

7. De “coisa” para…“Exótico”
Operação mental que navega no vetor espacial: objeto ganha valor quando passa a representar outras culturas ou pontos de vista. Exemplo: um vaso com motivos africanos.

8. De “coisa” para… “Troféu”
O que se torna escasso ou limitado, inclusive por meio do preço, ganha significado ao delimitar territórios sociais. Exemplos proliferam no mercado de luxo.


9. De “coisa” para…“Saber”
Objeto que também passa a delimitar territórios sociais, só que principalmente em função do conhecimento demandado para sua utilização e fruição. Exemplo obrigatório: uma garrafa de vinho.

10. De “coisa” para…“Bandeira”
Objeto que se torna símbolo de um desejo humano maior, como liberdade, amor, mudança ou a pátria. Exemplo antológico: uma motocicleta Harley-Davidson.

11. De “coisa” para…“Arte”
Objeto que passa a ser descrito como exemplo da inventividade humana e da nossa capacidade de transcender o meramente biológico. Exemplos abundam na gastronomia: “isto não é comida apenas, são pepitas de chocolate trufado”.

12. De “coisa” para…“Sagrado”
Objeto cujo significado mais evidente é transferido de outra pessoa, não raramente uma celebridade, que detinha a posse anterior da coisa ou que se envolveu na sua produção e consumo. Exemplo: o “perfume de Antonio Banderas”.

Em resumo: profissionais de marketing são gerentes de significado, trabalhando com esculturas de significado que naturalmente os consumidores estão aptos a produzir. Em certo sentido, nós não inventamos nada. Construímos significado quando gerenciamos eficazmente – estimulando e compartilhando com consumidores – um processo que é fundamentalmente humano.

Texto de Fernando Jucá para o Portal HSM

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Diferenças entre o consumidor virtual e o do varejo tradicional

21.06.2010 - por Vera Muller

O Mundo do Marketing publicou os resultados da Pesquisa Cross Channel, mostrando algumas diferenças entre o consumidor virtual e o do varejo tradicional. Confira os destaques.


Estudo traça diferenças entre consumidor virtual e do varejo tradicional

Segundo levantamento da e-bit, renda média de e-consumidores é maior do que a dos que compram fora de casa

Os e-consumidores têm renda média familiar maior do que os consumidores que realizam compras off-line. É o que indica a primeira edição da Pesquisa Cross Channel, realizada pela e-bit, em parceria com o Instituto Análise. De acordo com o levantamento, o orçamento médio dos consumidores que realizam compras em lojas on-line é de R$ 3.560,79, ante R$ 1.444,52 daqueles que vão apenas às lojas físicas. Outro dado indica que 80% dos adeptos às compras virtuais encontram-se na faixa entre 25 e 59 anos, enquanto 66% dos consumidores do varejo tradicional representam a mesma faixa de idade.

O estudo também apontou para a diferença entre os meios de pagamento utilizados nos dois canais. Os clientes virtuais preferem utilizar o cartão de crédito, tanto na web, quando no varejo físico. Já as pessoas que compram exclusivamente fora de casa utilizam mais o dinheiro na hora do pagamento. Para adquirir produtos de maior valor agregado, entretanto, como eletrodomésticos, eletrônicos e itens de informática, a opção é o cartão.

Dos pesquisados na internet, 56% elegem a web como canal para compra de eletrodomésticos, contra 34% que optam por lojas especializadas fora do meio virtual. Já nos pontos-de-venda físicos, 77% compram o mesmo produto em lojas especializadas, enquanto que 3% consideram adquirir um eletrodomético pelo e-commerce, mesmo não sendo esse o canal utilizado normalmente para fazer compras.

A pesquisa também registrou que 70% dos e-consumidores preferem adquirir ingressos nos endereços eletrônicos e apenas 5% dos consumidores de rua compram seus tíquetes pela internet. O estudo ainda apontou quais são as lojas que serão mais procuradas pelos internautas nos próximos meses. Para o segmento de eletrodomésticos, por exemplo, 8% dos respondentes disseram optar pelo Ponto Frio, 7% pelo Compra Fácil e 5% pelo Walmart.

Já para a categoria papelaria e escritório, a preferência é pela Kalunga, com 14%, seguida pela Livraria Saraiva, com 6%. De acordo com o levantamento são poucas as categorias que os e-consumidores preferem comprar em lojas físicas. Normalmente, a escolha é por produtos que não precisam ser vistos ou tocados, como acontece com artigos de supermercado, cosméticos e perfumaria e moda e acessórios.

Eletrônicos, artigos de informática, eletrodomésticos e livros são as categoriais com mais intenção de compra para os próximos meses entre os consumidores virtuais. Para os e-consumidores, a praticidade e a facilidade na compra on-line estão ligadas à comodidade e ao conforto, além da familiaridade com o ambiente web. Já para o consumidor tradicional, a internet ainda é um obstáculo na hora de adquirir um produto, pela falta de familiaridade com o canal.

Fonte: Sylvia de Sá, para o Mundo do Marketing

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Mais internet e menos carros?

01.06.2010 - por Vera Muller

Saiu ontem um texto da Advertising Age News trazendo uma relação não muito óbvia entre o aumentos do uso da internet entre os jovens e o aumento do uso do transporte público.

Confira o texto de Jeff Nack

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A revolução digital modifica a cultura?

Jovem está preferindo o transporte publico em vez de carro particular. O mundo digital tem culpa?


A Internet causou estragos na indústria da música, das companhias aéreas e até na mídia. Além disso, pode estar fazendo a mesma coisa no setor automotivo. É uma mudança que vem acontecendo debaixo do nariz dos comerciantes: O automóvel está se tornando cada vez menos relevante para um número crescente de pessoas com menos de 30 anos de idade. E poder ter amplas implicações para o marketing do setor, além do mercado de seguro, gasolina e varejo.

Para se ter uma idéia, em 1978 cerca de 50% dos jovens de 16 anos já dirigiam. Em 2008 esses números alcançaram 31%. Quando se fala de pessoas com 17 anos a diferença aumenta – Em 1978 eram 79%, já em 2008 são apenas 49%. Com jovens de 18 anos a diferença é de 18% entre as duas datas (1978: 86% / 2008: 68%). Com jovens de 19 anos o resultado é 92% contra 77%. William Draves culpa a internet. O presidente da Lern, consultoria que se concentra principalmente em jovens, sustenta que a era digital está transformando os Estados Unidos no início deste século.


Sua teoria é que quase tudo relacionado a mídia digital deixa os carros menos desejável ou útil. Fazendo do transporte público algo muito mais relevante porque o jovem pode mexer em seu computador, assistir a TV móvel ou acessar a internet.

“O tempo torna-se muito valioso para eles. Você pode trabalhar em um trem. Você não pode trabalhar em um carro. E a diferença é de duas a três horas por dia, ou cerca de 25% do seu tempo produtivo”, explica Draves.

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Ao que tudo indica, esses dados se baseiam nos jovens americanos. Será que veremos isso pelo mundo todo também?

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