Vera Muller - Marketing Viewer

Marketing Viewer - Por Vera Muller

 

Pré-venda de Bis Limão termina em dois dias

24.08.2010 - por Vera Muller


Uma tonelada de chocolate vendida em dois dias. Foi esse o resultado de uma ação de pré-venda para lançar o Bis Limão. Durante 48 horas o site das lojas Americanas vendeu todo o estoque da edição limitada do produto ao preço de R$ 11,99.

Quem ficou com vontade de provar, e não conseguiu sua edição limitada, terá que aguardar. A previsão é que o Bis Limão chegue às prateleiras nas próximas semanas.

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Amor na sua porta

17.08.2010 - por Vera Muller

A Ajinomoto ativa as vendas de Sazón pelo método porta em porta em parceria com a marca Tupperware, através de suas revendedoras.  As consumidoras que adquirirem um produto Tupperware ganham um caldo Sazón, além de receitas para o dia a dia. Ao todo serão mais de 60 mil unidades de Sazón que serão distribuídas pelas vendedoras. A intenção é que as pessoas provem o produto e, depois disso, fidelizem a compra tornando-se consumidoras da marca.


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TAM quer conquistar a Classe C

11.08.2010 - por Vera Muller

Com uma ação que visa atingir a classe C, a Tam anunciou um novo projeto de atuação no varejo.  A empresa vai vender passagens aéreas em estande localizados dentro das lojas Casas Bahia, apresentando facilidades na forma de pagamento. Com essa iniciativa, a intenção é que a companhia seja a marca mais lembrada das classes emergentes.

Inicialmente, a TAM colocará estandes da Casas Bahia em três filiais da capital paulista. Nesses pontos  a empresa prevê um público potencial de 1 milhão de pessoas por dia em circulação. Futuramente, o projeto deve ser expandido para outras lojas.

Para o projeto, foram investidos R$ 10 milhões nos últimos dois anos, além do valor da campanha publicitária, que não foi divulgado. Hoje, o público emergente representa 6% dos clientes da TAM. Com esta ação, a estimativa é que esse número aumente para 17% em cinco anos.

Concorrente da TAM, a Azul Linhas aéreas esta vendendo passagens em 32 grandes  supermercados de São Paulo. Além disso, passagens compradas através do site da Azul podem ser parceladas em até 60 vezes com Banco do Brasil ou em 48 vezes com o Bradesco. A classe C parece estar  sendo o alvo da vez  das empresas.


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Farm faz relacionamento para manter-se amada

05.08.2010 - por Vera Muller

Grife carioca de roupas femininas investe em ações com clientes e parcerias com marcas

“Carioca é mais do que um registro de nascimento, é um estilo de vida.” É esse o lema que a grife feminina Farm leva, por meio de suas roupas, para o resto do Brasil e alguns outros lugares do mundo. A marca, que começou sua história com um investimento de R$1.200,00 na extinta Babilônia Feira Hype – berço de novos talentos da moda carioca no final dos anos 1990 -, hoje conta com 25 lojas e 170 mil clientes cadastradas em seu programa de relacionamento.

A história dos fundadores da marca com a moda começou por acaso. Kátia Barros era contadora e Marcello Bastos engenheiro. O desejo de Kátia de se envolver com moda fez com que eles abrissem uma franquia da grife paulista Mercearia. A empresa deu prejuízo ao casal e essa tentativa frustrada fez com que

Marcello desacreditasse no trabalho com franquias de moda. Por isso, hoje, todas as lojas da Farm são próprias. “Temos as nossas crenças e a nossa forma de resolver nossos problemas, mas isso causaria problemas com os franqueados que tivessem planejamentos diferentes”, afirma Bastos, em entrevista aoMundo do Marketing.

Mesmo sem esses parceiros investidores, a Farm conseguiu construir uma marca tão forte que atualmente o investimento em cada loja – que deveria ser de R$1,7 milhão -  cai quase pela metade, devido a convites e parceiras com grandes shoppings que consideram a loja um diferencial em seu mix. Foi o que aconteceu com a Farm do Shopping Iguatemi, em São Paulo. Esta é a loja que mais ve

nde por metro quadrado no centro de compras. Para construir essa força, a marca não investe em campanhas para o grande o público, nem em desfiles nas tão visadas semanas de moda, mas sim em seu programa de relacionamento.

Elas querem Farm
Desde os tempos em que era um pequeno stand na feira de moda, a Farm identificou o seu público-alvo e passou a desenvolver não só as roupas, mas também as estratégias e as ações da marca para mulheres com um perfil determinado: em sua maioria, as clientes da Farm são estudantes universitárias e moradoras da zona sul do Rio de Janeiro. “Não queremos massificar nossa marca, por isso preferimos investir em ações que nos aproximem das nossas clientes, ao invés de tentarmos conquistar novos públicos”, conta André Carvalhal, Gerente de Marketing da Farm, em entrevista ao site.

A loja abriu sua primeira unidade em 1999, mas desde 2005 realiza o programa “Eu Quero Farm!”. As clientes cadastradas ganham um chaveirinho que deve ser apresentado toda vez que elas vão às lojas. As compras servem para, junto com outras informações, traçarem o perfil das consumidoras e ajudar na elaboração de relacionamento. Entre as vantagens de participar do programa estão comunicados, via e-mail, de lançamentos, envio de catálogos, direito a liquidações exclusivas, convites para preview de lançamentos, produtos especiais, newsletter mensal e dicas de looks para cada estação.

Outras ações específicas para determinados perfis de clientes também estão incluídas nessas iniciativas. Como um mini spa montado em parceria com a Biotherm na loja do Fashion Mall, no Rio, que convidou algumas consumidoras para fazerem tratamentos para a pele no local. Já as 50 melhores clientes da Farm foram convidadas para assistirem a uma sessão especial do filme Sex and the City 2. “As nossas consumidoras têm uma relação de carinho com a Farm, por isso nossas ações tentam reforçar essa relação”, diz Carvalhal.

Comunicação para se aproximar
Essa proximidade e o carinho entre a marca e o cliente são reforçados com as ações nas redes sociais. A grife tem um departamento totalmente dedicado ao Adoro Farm!, blog da marca, ao Twitter e ao e-mail Marketing. No Twitter e no blog, a relação fica mais próxima ainda e as internautas comentam sobre os produtos da marca e o atendimento nas lojas. Depois, tudo isso é repassado aos departamentos de Marketing e de criação.

A evolução das iniciativas em redes sociais resultou na criação de um aplicativo para iPhone (foto). A iniciativa fez da marca a primeira grife brasileira de roupas femininas a lançar o seu próprio programa para o aparelho da Apple no Brasil. Nele, a usuária tem acesso ao conteúdo do blog e ao lookbook da marca, que é renovado mensalmente. Agora, a Farm planeja disponibilizar iPads nos pontos-de-venda com imagens do lookbook das coleções.  Os aparelhos se encontrarão em todas as lojas da grife, locais que abrigam grandes ações da marca em todo o Brasil.

Para a Farm, investir em novidades e ações nos pontos-de-venda – que chegarão a 35 até final de 2010 - é fundamental. A empresa testa desde os cabides até o cheiro que as lojas terão a cada mudança de coleção. Essas e outras iniciativas promovem experiências sensoriais e emocionais aos consumidores. Na unidade de Ipanema, os clientes podem escolher até que tipo de música ouvir nos provadores. “As nossas vendedoras também têm que ter o mesmo perfil das clientes, para facilitar o relacionamento”, conta Carvalhal.

Parcerias reforçam conceito

Outra iniciativa que faz sucesso nas unidades da Farm são os “mimos” oferecidos para as clientes a partir de parcerias. Uma ação com a Arcor disponibilizou doces da marca nas lojas da Farm no ano passado e possibilitou também a criação de uma linha especial referente ao dia de São Cosme e São Damião. Também em 2009, a parceria com a marca de sucos Do Bem forneceu as bebidas para as clientes. Outro produto que trabalhou com a Farm foi a cerveja Devassa, que disponibilizou geladeiras com os produtos durante o verão e inspirou a coleção “Coisa Nossa”, que tinha a ver com hábitos brasileiros, como o samba e o futebol. Por essa ligação da cerveja com o futebol, a Devassa voltou às lojas Farm durante a Copa junto com a coleção desenvolvida especialmente para o evento.

Já a coleção de inverno deste ano rendeu uma parceria com o Sonho de Valsa. A união resultou no desenvolvimento de uma sapatilha inspirada nos bombons  (foto). “Procuramos o Sonho de Valsa porque ele une os dois temas de nossa coleção: amor e sonho”. Para o verão de 2011, a Sorvete Itália fornecerá picolés de chocolate africano nas lojas.

Embora haja muitos convites para outras parcerias, uma triagem é feita para que todas essas ações sigam o posicionamento da marca. “Só realizamos parceiras com quem tem a ver conosco ou com a nossa coleção. Caso contrário, não aceitamos mesmo que ela seja benéfica financeiramente”, explica o fundador da marca. Enquanto isso, a Farm vai conquistando mais fãs.

Fonte:  Reportagem de Rayane Marcolino, para o site Mundo do Marketing.

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Nestlé, Kraft, Unilever, Danone, Avon e Sadia aderem a sampling inovador

29.06.2010 - por Vera Muller

O conceito de loja com produtos grátis para os consumidores e como fonte de pesquisa para a indústria chegou para ficar no Brasil. O sucesso pode ser medido pelos números que a Sample Central exibe mesmo antes de abrir as portas, no dia 29 de junho, em São Paulo. A primeira franquia da rede internacional já tem 16 mil pessoas cadastradas para experimentar 220 produtos que estão nas prateleiras da loja.

Nestlé, Kraft, Unilever, Danone, Avon, Sadia, Hypermarcas e Seara são as principais das cerca de 60 empresas que já adeririam ao formato “ tryvertising”, do inglês try (teste) + vertising (advertisign, propaganda). Há desde café e adoçante até um test drive com um carro da Nissan (Livina), passando por chocolates, lasanha, desodorantes, cosméticos, camisinha, sopa, biscoito e sabão em pó.

O que estas marcas buscam é testar seus produtos de forma rápida e eficiente, o que vai de uma embalagem diferente até um novo sabor. É um modelo de sampling inovador porque, ao invés de simplesmente distribuir o produto, a indústria consegue saber exatamente o perfil de quem experimentou e se gostou ou não, uma vez que o consumidor cadastrado na Sample Central responde a uma pesquisa. Isso, com cerca de 500 amostras reais. Bem diferente de ações tradicionais que chegam a distribuir até um milhão de produtos e que demandam uma pesquisa maior sem a certeza de que a pessoa experimentou o produto.


Experimentação é seguida de compra

O projeto está sendo encarado como uma nova ferramenta dentro do mix de Marketing de algumas empresas. “O consumidor pode dar a sua opinião a partir de uma experiência igual a de compra”, aponta João Pedro  Borges, Gerente-Geral da Sample Central Brasil. “Teremos aqui uma visão real de experiência de compra e de consumo”,  diz Celso Loducca, um dos sócio da franquia brasileira. “Um dos focos principais é saber o quanto o produto gera interesse”, completa Nelson Marangoni , CEO do IBOPE Inteligência.

Para além da experimentação, o modelo também é próprio para que as marcas conquistem novos consumidores. “Setenta e seis por cento das pessoas que participam vão ao varejo e compram os produtos que experimentaram”, afirma Antony James, fundador e presidente Global da Sample Central. A loja é um grande laboratório. Serviços também estão sendo projetados para serem experimentados, como o Orby da Telefônica, uma linha telefônica voip com um dispositivo semelhante a um telefone touchscreen com aplicativos diversos.

Outra possibilidade é o teste de ações no ponto-de-venda. “Qualquer agência e qualquer marca pode desenvolver e avaliar aqui materiais de merchandising, embalagem e abordagem, pois simulamos um varejo também”, ressalta Fernando Figueiredo, Presidente da Bullet, outra empresa sócia da Sample Central Brasil, animado com o projeto. “O estoque está abarrotado de produtos e já tem até fila de espera”, ressalta.


Metas superlativas

De fato, há 20 empresas aguardando para terem seus produtos experimentados e avaliados. Muitas das metas para o primeiro ano já foram batidas e a expectativa de abrir mais uma loja ainda este ano é grande. O plano de ter cinco lojas em cinco anos, com um investimento de R$ 4 milhões no primeiro ano de operação, tem grande possibilidade de ser revisto para cima. Outro passo que ainda não está definido é o monitoramento da loja com câmeras que gravam a reação do comprador no ponto-de-venda.

O Marketing Digital e Viral é a grande aposta da Sample Central Brasil para conquistar “clientes” que pagam uma anuidade de R$ 15,00 para ter acesso aos produtos. Para a inauguração são esperadas cerca de três mil pessoas que já agendaram sua visita à loja. O perfil é o mais amplo possível, com pessoas a partir de 15 anos, das classes ABC, representantes de mais de 70% do poder de consumo do Brasil. Se depender dos números iniciais, a operação brasileira tem tudo para chegar, em pouco tempo, ao número de associados que tem Tókio, a primeira unidade da rede, com 1,7 milhões de pessoas em quatro anos.

Fontes: reportagem de Bruno Mello, para o  Mundo do Marketing, imagem retirada do site da Sample Central

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O custo humano da produção barata

08.06.2010 - por Vera Muller

É em meio a uma grande comoção que a Apple lançou ontem o iPhone 4, na Worldwide Developers Conference, em San Francisco. Embora o público estivesse esperando por esse lançamento, não é isso que tem mantido a Apple em foco no momento. Na verdade, os suicídios de trabalhadores na fábrica chinesa que produz o iPad é o maior motivo de tanta atenção.

A empresa chinesa Foxconn- do grupo taiuanês Hon Hai, a maior fabricante mundial de eletrônicos, registrou 10 suicídios apenas em 2010, além de 2 tentativas frustradas. Isso atraiu a atenção mundial para as condições de trabalho na fábrica e obrigou empresas como Apple, Dell e Hewlet-Packard a se pronunciarem. Inicialmente, todas declararam que estavam consternadas e que examinariam o caso de perto, embora não tenha ficado muito claro como.


A fabricante declarou que simplesmente não sabe como parar a onda de suicídios e uma das notícias que veio em seguida foi o aumento salarial (30%) para as centenas de milhares de trabalhadores do complexo. No entanto, entrevistas concedidas anonimamente a revistas e jornais deixaram claro que o problema é bem maior do que um salário baixo.

Além das condições de trabalho serem insalubres, da jornada de trabalho ser de 12 horas – muitas vezes acrescida de horas extras – e dos trabalhadores serem constantemente xingados aos gritos, o que levou essas pessoas ao limite é que o sistema tira deles a “humanidade”, transformando-os em meros robôs. Eles não podem falar com outras pessoas enquanto trabalham, só podem ir ao banheiro em intervalos de 2 horas, fazem exatamente a mesma coisa todos os dias e, por não terem nenhum tipo de desenvolvimento, não têm perspectiva de futuro. Um jovem disse “A vida não tem sentido”.

A Foxconn informou que disponibiliza psicólogos para seus trabalhadores, procurando assim auxiliar no bem-estar emocional das pessoas que estão longe de casa e sem amigos. Por outro lado, os empregados dizem que não há tempo para usar esses serviços.

A empresa declarou, em um e-mail, que “As políticas e práticas de trabalho da Foxconn estão alinhadas com o padrão industrial e são frequentemente revisadas pelas autoridades governamentais e pelos consumidores”. (Isso deveria significar que está tudo certo?)

O caso gerou impacto direto nas marcas com produtos fabricados lá. E-mails de formadores de opinião diretamente para Steve Jobs cobravam uma atitude mais transparente.

Obviamente, a Apple não é a única cliente da empresa – eles produzem para Dell, HP, Sony e Nokia, entre outros. Mas os produtos da Apple é que são sonhos de consumo global. É o iPad produzido nessa fábrica que vendeu mais de 2 milhões de unidades em menos de 60 dias. Por isso, sem dúvida, a Apple fica mais visada.

E isso tudo também deixa Steve Jobs de mãos atadas, pois o iPad já está em larga produção na Foxconn. Imagine o que seria romper um contrato monumental e buscar outro fabricante tão especializado neste momento. A espera pelo iPad seria pelo menos o dobro da atual. Por isso é mais interessante para a Apple ajudar na solução do problema. Inclusive, existem rumores de que Steve Jobs daria participação nos lucros para os funcionários da Foxconn (nenhuma das empresas confirmou).

Outro rumor, este mais provável, é que os produtos vão ter seu preço reajustado para compensar o aumento dos salários. A assembléia de acionistas do Grupo Hon Hai está acontecendo hoje, em Hong Kong, e já existem grupos protestando pelo que parece ser o caso Nike dos eletroeletrônicos.


Qual é a sua opinião sobre esse caso? Você aceitaria que os produtos fossem mais caros se isso significasse melhores condições de vida e de trabalho para quem produz?


Informações de artigos da Business Week Online, G1 e MacMagazine

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O Boticário porta a porta

27.05.2010 - por Vera Muller

Pense um pouco: o que existe em comum entre o crescimento da participação da mulher no mercado de trabalho, seu consequente aumento de renda, o crescimento da classe C e a tendência das pessoas aproveitarem as conveniências dos canais de venda em função da vida corrida?

A resposta é: oportunidades para ótimas estratégias de marketing.

Pelo que tudo indica, em julho vamos ver uma dessas estratégias ser colocada em prática. Trata-se do novo modelo de vendas incorporado pelo Boticário, que entrará no mercado de vendas diretas, além de manter suas franquias, é claro.

Uma unidade de negócios montada em 2009, nomeada GKDS, é que estuda as possibilidades de diversificação dos modelos de vendas e dos produtos da empresa. A equipe responsável pelo projeto conta com profissionais buscados no mercado com experiência nas empresas líderes em venda direta no Brasil, como Avon, Natura e Tupperware.

Atualmente, o Boticário é uma das maiores redes de cosméticos do mundo, somando 2.840 lojas no Brasil, em outros dez países da América Latina, da África e nos Estados Unidos. O faturamento, em 2009, foi de R$ 3,5 bilhões – um aumento de 25% em relação ao ano anterior -, mas existe ainda muito mercado para desbravar.

É exatamente isso que eles pretendem fazer através das vendas diretas, um território bem trabalhado por empresas como Avon e Natura. Esse canal é o segundo que mais cresce no Brasil (39%, de 2007 a 2009), atrás apenas das franquias (63% no mesmo período) e quase o dobro do varejo tradicional (20%). Além disso, abre-se a possibilidade de oferecer mais produtos no catálogo, como roupas, bolsas e óculos escuros.

Outra grande sacada do Boticário foi aproveitar a base comercial já existente para construir o projeto: os franqueados estão diretamente envolvidos no projeto, sendo que as funcionárias das franquias poderão atuar como consultoras de vendas. Dessa forma, a empresa poderá utilizar todo o conhecimento sobre peculiaridades regionais dos franqueados e não correrá o risco de criar concorrência predatória entre seus próprios modelos de venda.

A inspiração para o modelo das vendas diretas veio da experiência de cerca de 300 franqueados (são 960 no total) em pequenas cidades do interior. O que ocorria é que as funcionárias de diversas franquias visitavam cidades vizinhas, onde não era viável manter uma loja, recolhiam pedidos e entregavam os produtos aos consumidores. E isso mostrou uma enorme potencialidade.

A empresa ainda não definiu se criará uma marca totalmente nova para as vendas diretas – o resultado do projeto piloto realizado com poucos franqueados terá significativa importância nessa decisão. Mas o que se espera mesmo é que se atinja o principal público-alvo da venda por catálogos: a classe C.

Foi só no fim de 2008 que o Boticário lançou os primeiros produtos voltados a esse público – a linha de produtos de corpo e banho Cuide-se Bem e a de maquiagem Intense, com preços até 50 % menores do que os produtos tradicionais. E nesse pouco tempo, essas linhas já representam 10% do faturamento da empresa.


Linha de maquiagem Intense, do Boticário

Agora é só esperar para ver como essa oportunidade vai ser explorada. As possibilidades são muitas!

E você? O que achou dessa estratégia?

Informações obtidas na reportagem da Revista Exame, 19/05/2010.

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Conheça o Orkut da moda brasileiro

07.10.2009 - por Vera Muller

Portal byMK permite que usuários criem looks, troquem ideias e comprem peças

 

 

 Desde que foi criada, em 2008, a comunidade virtual byMK vem conquistando fãs por todo o Brasil. Criado por Flavio Pripas e Renato Steinberg, que sempre trabalharam no setor de TI, o portal nasceu de uma brincadeira e chegou a 20 mil usuários em pouco mais de um ano de existência.

A ideia é a seguinte: o usuário pode montar looks, participar de comunidades e seguir outros usuários para trocar experiências, conhecer pessoas e fazer contatos. Todos os participantes têm em comum o fato de gostarem do mundo fashion. “Podemos fazer uma analogia com o Orkut, só que da moda. Os usuários se cadastram e criam comunidades de interesses. Eles interagem e tornam seus projetos disponíveis na rede”, explicam os sócios Flavio e Renato.
Mas nem só de fashionistas é formado o grupo que utiliza a ferramenta. O byMK já está desenvolvendo parcerias com diversas marcas e lojas brasileiras para que, além de divulgar os produtos, o site também seja um intermediário para a venda.

 

Curiosidades

 

Desde que foi lançado, o byMK já registra algumas situações bem divertidas envolvendo seus usuários. Uma delas já ficou por cerca de 23 horas logada montando looks; um estudante utilizou a ferramenta em seu trabalho de conclusão de curso; e já foram realizados três concursos de moda entre os usuários – no último, a vencedora ganhou um par de sapatos Loubotin.

Ideias de fora

O portal é a primeira iniciativa brasileira a promover interação exclusivamente entre interessados por moda. Há, no entanto, algumas propostas internacionais bem parecidas. São os portais www.polyvore.com e www.looklet.com. Os dois permitem que se monte looks e os publique na rede, mas o primeiro ainda possibilita que o usuário compre as peças que mais gostou.

 

 

 

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 Fonte: Portal UseFashion

 

 

 

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Times Square

28.07.2009 - por Vera Muller

Times Square é fascinante pelos seus luminosos enormes de várias marcas e está localizada na junção da Broadway com a Sétima Avenida, entre as ruas 42 oeste e 47 oeste, na região central de Manhattan.

Uma parte da rua foi fechada e foram disponibilizadas cadeiras e mesas para as pessoas sentarem (fotos abaixo) e admirarem seus luminosos e o aglomerado de pessoas de todas as culturas e origens.

A sensação de estar sentada na cadeira e apreciar o movimento de pessoas e seus luminosos é única, senti-me realmente em um lugar globalizado, com vários idiomas, classes sociais, tribos… É muito democrático! E ficar observando o que está acontecendo é uma soma incrível de informações sobre comportamento, moda e comunicação.   

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Segmentação

17.07.2009 - por Vera Muller

A segmentação é uma estratégia do marketing, basicamente inserida dentro do contexto do foco: de produtos, consumidores, comunicação e outras varáveis importantes para sustentarem uma estratégia de segmentação.

Hoje eu estive na loja Papyrus, em New York, que vende somente  cartões - de aniversário, casamento, nascimento de bebê, e outras datas comemorativas, com algumas curiosidades, entre elas um tipo de uma anel para uma taça de vinho, para que possa identificá-la e não trocar de copo por descuido em uma festa.

Esta loja vende 95,5% cartões, de todos os tipos, mas diferenciados, atraentes e bonitos, estava com um fluxo interessante de clientes dentro da loja.

Veja abaixo a loja e alguns produtos.

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