Vera Muller - Marketing Viewer

Marketing Viewer - Por Vera Muller

 

TAM quer conquistar a Classe C

11.08.2010 - por Vera Muller

Com uma ação que visa atingir a classe C, a Tam anunciou um novo projeto de atuação no varejo.  A empresa vai vender passagens aéreas em estande localizados dentro das lojas Casas Bahia, apresentando facilidades na forma de pagamento. Com essa iniciativa, a intenção é que a companhia seja a marca mais lembrada das classes emergentes.

Inicialmente, a TAM colocará estandes da Casas Bahia em três filiais da capital paulista. Nesses pontos  a empresa prevê um público potencial de 1 milhão de pessoas por dia em circulação. Futuramente, o projeto deve ser expandido para outras lojas.

Para o projeto, foram investidos R$ 10 milhões nos últimos dois anos, além do valor da campanha publicitária, que não foi divulgado. Hoje, o público emergente representa 6% dos clientes da TAM. Com esta ação, a estimativa é que esse número aumente para 17% em cinco anos.

Concorrente da TAM, a Azul Linhas aéreas esta vendendo passagens em 32 grandes  supermercados de São Paulo. Além disso, passagens compradas através do site da Azul podem ser parceladas em até 60 vezes com Banco do Brasil ou em 48 vezes com o Bradesco. A classe C parece estar  sendo o alvo da vez  das empresas.


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Farm faz relacionamento para manter-se amada

05.08.2010 - por Vera Muller

Grife carioca de roupas femininas investe em ações com clientes e parcerias com marcas

“Carioca é mais do que um registro de nascimento, é um estilo de vida.” É esse o lema que a grife feminina Farm leva, por meio de suas roupas, para o resto do Brasil e alguns outros lugares do mundo. A marca, que começou sua história com um investimento de R$1.200,00 na extinta Babilônia Feira Hype – berço de novos talentos da moda carioca no final dos anos 1990 -, hoje conta com 25 lojas e 170 mil clientes cadastradas em seu programa de relacionamento.

A história dos fundadores da marca com a moda começou por acaso. Kátia Barros era contadora e Marcello Bastos engenheiro. O desejo de Kátia de se envolver com moda fez com que eles abrissem uma franquia da grife paulista Mercearia. A empresa deu prejuízo ao casal e essa tentativa frustrada fez com que

Marcello desacreditasse no trabalho com franquias de moda. Por isso, hoje, todas as lojas da Farm são próprias. “Temos as nossas crenças e a nossa forma de resolver nossos problemas, mas isso causaria problemas com os franqueados que tivessem planejamentos diferentes”, afirma Bastos, em entrevista aoMundo do Marketing.

Mesmo sem esses parceiros investidores, a Farm conseguiu construir uma marca tão forte que atualmente o investimento em cada loja – que deveria ser de R$1,7 milhão -  cai quase pela metade, devido a convites e parceiras com grandes shoppings que consideram a loja um diferencial em seu mix. Foi o que aconteceu com a Farm do Shopping Iguatemi, em São Paulo. Esta é a loja que mais ve

nde por metro quadrado no centro de compras. Para construir essa força, a marca não investe em campanhas para o grande o público, nem em desfiles nas tão visadas semanas de moda, mas sim em seu programa de relacionamento.

Elas querem Farm
Desde os tempos em que era um pequeno stand na feira de moda, a Farm identificou o seu público-alvo e passou a desenvolver não só as roupas, mas também as estratégias e as ações da marca para mulheres com um perfil determinado: em sua maioria, as clientes da Farm são estudantes universitárias e moradoras da zona sul do Rio de Janeiro. “Não queremos massificar nossa marca, por isso preferimos investir em ações que nos aproximem das nossas clientes, ao invés de tentarmos conquistar novos públicos”, conta André Carvalhal, Gerente de Marketing da Farm, em entrevista ao site.

A loja abriu sua primeira unidade em 1999, mas desde 2005 realiza o programa “Eu Quero Farm!”. As clientes cadastradas ganham um chaveirinho que deve ser apresentado toda vez que elas vão às lojas. As compras servem para, junto com outras informações, traçarem o perfil das consumidoras e ajudar na elaboração de relacionamento. Entre as vantagens de participar do programa estão comunicados, via e-mail, de lançamentos, envio de catálogos, direito a liquidações exclusivas, convites para preview de lançamentos, produtos especiais, newsletter mensal e dicas de looks para cada estação.

Outras ações específicas para determinados perfis de clientes também estão incluídas nessas iniciativas. Como um mini spa montado em parceria com a Biotherm na loja do Fashion Mall, no Rio, que convidou algumas consumidoras para fazerem tratamentos para a pele no local. Já as 50 melhores clientes da Farm foram convidadas para assistirem a uma sessão especial do filme Sex and the City 2. “As nossas consumidoras têm uma relação de carinho com a Farm, por isso nossas ações tentam reforçar essa relação”, diz Carvalhal.

Comunicação para se aproximar
Essa proximidade e o carinho entre a marca e o cliente são reforçados com as ações nas redes sociais. A grife tem um departamento totalmente dedicado ao Adoro Farm!, blog da marca, ao Twitter e ao e-mail Marketing. No Twitter e no blog, a relação fica mais próxima ainda e as internautas comentam sobre os produtos da marca e o atendimento nas lojas. Depois, tudo isso é repassado aos departamentos de Marketing e de criação.

A evolução das iniciativas em redes sociais resultou na criação de um aplicativo para iPhone (foto). A iniciativa fez da marca a primeira grife brasileira de roupas femininas a lançar o seu próprio programa para o aparelho da Apple no Brasil. Nele, a usuária tem acesso ao conteúdo do blog e ao lookbook da marca, que é renovado mensalmente. Agora, a Farm planeja disponibilizar iPads nos pontos-de-venda com imagens do lookbook das coleções.  Os aparelhos se encontrarão em todas as lojas da grife, locais que abrigam grandes ações da marca em todo o Brasil.

Para a Farm, investir em novidades e ações nos pontos-de-venda – que chegarão a 35 até final de 2010 - é fundamental. A empresa testa desde os cabides até o cheiro que as lojas terão a cada mudança de coleção. Essas e outras iniciativas promovem experiências sensoriais e emocionais aos consumidores. Na unidade de Ipanema, os clientes podem escolher até que tipo de música ouvir nos provadores. “As nossas vendedoras também têm que ter o mesmo perfil das clientes, para facilitar o relacionamento”, conta Carvalhal.

Parcerias reforçam conceito

Outra iniciativa que faz sucesso nas unidades da Farm são os “mimos” oferecidos para as clientes a partir de parcerias. Uma ação com a Arcor disponibilizou doces da marca nas lojas da Farm no ano passado e possibilitou também a criação de uma linha especial referente ao dia de São Cosme e São Damião. Também em 2009, a parceria com a marca de sucos Do Bem forneceu as bebidas para as clientes. Outro produto que trabalhou com a Farm foi a cerveja Devassa, que disponibilizou geladeiras com os produtos durante o verão e inspirou a coleção “Coisa Nossa”, que tinha a ver com hábitos brasileiros, como o samba e o futebol. Por essa ligação da cerveja com o futebol, a Devassa voltou às lojas Farm durante a Copa junto com a coleção desenvolvida especialmente para o evento.

Já a coleção de inverno deste ano rendeu uma parceria com o Sonho de Valsa. A união resultou no desenvolvimento de uma sapatilha inspirada nos bombons  (foto). “Procuramos o Sonho de Valsa porque ele une os dois temas de nossa coleção: amor e sonho”. Para o verão de 2011, a Sorvete Itália fornecerá picolés de chocolate africano nas lojas.

Embora haja muitos convites para outras parcerias, uma triagem é feita para que todas essas ações sigam o posicionamento da marca. “Só realizamos parceiras com quem tem a ver conosco ou com a nossa coleção. Caso contrário, não aceitamos mesmo que ela seja benéfica financeiramente”, explica o fundador da marca. Enquanto isso, a Farm vai conquistando mais fãs.

Fonte:  Reportagem de Rayane Marcolino, para o site Mundo do Marketing.

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O comportamento do consumidor e as mídias sociais

23.06.2010 - por Vera Muller

Divisão de Veículos Segmentados do Grupo Sinos/RS irá promover o projeto LANÇAMENTOS IDEIAS na FRANCAL em São Paulo. Veja o convite abaixo!

Será nos dias 05, 06 e 07 de julho (segunda a quarta-feira), no estande do jornal Exclusivo/revista Lançamentos – rua O esquina passarela 2 (em frente a administração da feira), na Francal 2010 no Anhembi em São Paulo.
Será um breve bate-papo informal com profissionais renomados sobre marketing, atendimento, tendências de moda, mídias sociais e comportamento do consumidor.
Dia 05/07 às 14h, 06/07 às 14h e 07/07 às 14h e 16h. Dias 05 e 06/07, em clima de copa, disponibilizaremos o espaço para assistirmos as semifinais da Copa do Mundo.

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Marcas são esculturas de significados

23.06.2010 - por Vera Muller

No dia 18/06, o Portal HSM publicou um texto do Fernando Jucá, Diretor Associado do Grupo Troiano de Branding, que reproduzo aqui no blog para compartilhar com os leitores a visão interessante que ele expressa sobre as marcas e seus significados.

Marcas são esculturas de significados

Em que consiste, na sua essência, a função do profissional de marketing? Se você repetir essa pergunta – como eu já fiz – para diversos executivos que atuam na área, provavelmente vai encontrar respostas bastante divergentes. Na literatura acadêmica as respostas também são múltiplas e, não raramente, geram mais confusão do que explicam. Mas uma pergunta desta importância não pode ficar sem uma resposta clara. Para encurtar a história, decidi investigar essa questão.

A proposta mais interessante que encontrei foi, para minha surpresa, a de um antropólogo, o americano Grant McCracken. Ele sugere – absolutamente não de forma inédita, mas de modo bastante assertivo – que profissionais de marketing são, em essência, “gerentes de significado”. Crescimento de market share, resultados financeiros positivos… o sucesso deste executivo é sempre diretamente ligado à eficácia com que ele constrói significado para marcas.

E então McCracken acrescenta que significados não são criados do nada, eles têm sua origem na cultura: o conjunto de crenças, valores, comportamentos e instituições que organizam a vida em sociedade. É nesta preciosa fonte que bebem os profissionais de marketing, buscando significados que são então gerenciados para agregar valor a um determinado produto ou serviço, construir marcas e retornar posteriormente para a vida do consumidor.

Faz sentido para você? Para mim fez. Tanto que continuei navegando nos mares da antropologia e constatei que diversos autores escreveram sobre as operações mentais que pessoas, vivendo em sociedade, naturalmente fazem para atribuir significados, e portanto valor, a coisas ou objetos (ou, se você preferir, produtos). Sempre comparando os resultados desta investigação com o que efetivamente acontece no universo das marcas, comecei a catalogar essas diferentes, e “ancestrais”, operações mentais e finalmente as organizei em 12 tipos.

Claro, não pretendo que esta lista seja exaustiva e definitiva. Espero sim que ela seja fonte de inspiração. Pois acredito que é da profunda compreensão das motivações envolvidas nestas “naturais esculturas de significado humanas” que nasce o talentoso profissional de marketing. Note bem que em cada uma destas “esculturas” o tangível não muda, ou pelo menos, não necessariamente. O que é esculpido e modelado são os significados atribuídos à coisa material:

1. De “coisa” para… “Amuleto”
Operação mental em que é atribuído um “poder mágico” a determinado objeto. Exemplo ouvido recentemente de um jovem: “nossa, com este tênis parece que sou capaz até de voar…”

2. De “coisa” para… “Ingresso”
Objeto cuja posse culturalmente passa a implicar, ou ao menos facilitar, a aceitação em um desejado grupo social, mesmo que não formalmente constituído. Exemplo: ser assinante de determinada revista contribui para que o consumidor seja percebido como um “intelectual”.

3. De “coisa” para…“Personagem”
Operação mental em que o objeto ganha significado e valor ao passar a fazer parte do enredo da vida da pessoa, como um personagem. Exemplo: o cartão de crédito que esteve comigo em todas as fases da minha vida.

4. De “coisa” para…“Caça”
Operação em que significado e valor são atribuídos ao objeto em razão de características do próprio processo de busca e aquisição. Exemplo atual: “itens de coleção, quando até uma simples figurinha ganha um valor inestimável”.

5. De “coisa” para…“Ponte”
O objeto ganha significado quando culturalmente se torna uma ponte para aproximar pessoas e facilitar a interação social. Esta ponte pode ser “física”, quando, por exemplo, a coisa se torna um presente, ou “emocional”, quando a ponte surge de um tema de interesse comum que o objeto desperta. Exemplo: uma camiseta com ilustrações inspiradas em um filme ou programa de TV.

6. De “coisa” para…“Autêntico”
Normalmente, operação mental que acontece no vetor temporal: objeto ganha significado ao se tornar um representante fiel de iniciativa ou momento valorizado do passado. Exemplo pessoal: o “baleiro” que orgulhosamente exibo na minha sala.

7. De “coisa” para…“Exótico”
Operação mental que navega no vetor espacial: objeto ganha valor quando passa a representar outras culturas ou pontos de vista. Exemplo: um vaso com motivos africanos.

8. De “coisa” para… “Troféu”
O que se torna escasso ou limitado, inclusive por meio do preço, ganha significado ao delimitar territórios sociais. Exemplos proliferam no mercado de luxo.


9. De “coisa” para…“Saber”
Objeto que também passa a delimitar territórios sociais, só que principalmente em função do conhecimento demandado para sua utilização e fruição. Exemplo obrigatório: uma garrafa de vinho.

10. De “coisa” para…“Bandeira”
Objeto que se torna símbolo de um desejo humano maior, como liberdade, amor, mudança ou a pátria. Exemplo antológico: uma motocicleta Harley-Davidson.

11. De “coisa” para…“Arte”
Objeto que passa a ser descrito como exemplo da inventividade humana e da nossa capacidade de transcender o meramente biológico. Exemplos abundam na gastronomia: “isto não é comida apenas, são pepitas de chocolate trufado”.

12. De “coisa” para…“Sagrado”
Objeto cujo significado mais evidente é transferido de outra pessoa, não raramente uma celebridade, que detinha a posse anterior da coisa ou que se envolveu na sua produção e consumo. Exemplo: o “perfume de Antonio Banderas”.

Em resumo: profissionais de marketing são gerentes de significado, trabalhando com esculturas de significado que naturalmente os consumidores estão aptos a produzir. Em certo sentido, nós não inventamos nada. Construímos significado quando gerenciamos eficazmente – estimulando e compartilhando com consumidores – um processo que é fundamentalmente humano.

Texto de Fernando Jucá para o Portal HSM

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Diferenças entre o consumidor virtual e o do varejo tradicional

21.06.2010 - por Vera Muller

O Mundo do Marketing publicou os resultados da Pesquisa Cross Channel, mostrando algumas diferenças entre o consumidor virtual e o do varejo tradicional. Confira os destaques.


Estudo traça diferenças entre consumidor virtual e do varejo tradicional

Segundo levantamento da e-bit, renda média de e-consumidores é maior do que a dos que compram fora de casa

Os e-consumidores têm renda média familiar maior do que os consumidores que realizam compras off-line. É o que indica a primeira edição da Pesquisa Cross Channel, realizada pela e-bit, em parceria com o Instituto Análise. De acordo com o levantamento, o orçamento médio dos consumidores que realizam compras em lojas on-line é de R$ 3.560,79, ante R$ 1.444,52 daqueles que vão apenas às lojas físicas. Outro dado indica que 80% dos adeptos às compras virtuais encontram-se na faixa entre 25 e 59 anos, enquanto 66% dos consumidores do varejo tradicional representam a mesma faixa de idade.

O estudo também apontou para a diferença entre os meios de pagamento utilizados nos dois canais. Os clientes virtuais preferem utilizar o cartão de crédito, tanto na web, quando no varejo físico. Já as pessoas que compram exclusivamente fora de casa utilizam mais o dinheiro na hora do pagamento. Para adquirir produtos de maior valor agregado, entretanto, como eletrodomésticos, eletrônicos e itens de informática, a opção é o cartão.

Dos pesquisados na internet, 56% elegem a web como canal para compra de eletrodomésticos, contra 34% que optam por lojas especializadas fora do meio virtual. Já nos pontos-de-venda físicos, 77% compram o mesmo produto em lojas especializadas, enquanto que 3% consideram adquirir um eletrodomético pelo e-commerce, mesmo não sendo esse o canal utilizado normalmente para fazer compras.

A pesquisa também registrou que 70% dos e-consumidores preferem adquirir ingressos nos endereços eletrônicos e apenas 5% dos consumidores de rua compram seus tíquetes pela internet. O estudo ainda apontou quais são as lojas que serão mais procuradas pelos internautas nos próximos meses. Para o segmento de eletrodomésticos, por exemplo, 8% dos respondentes disseram optar pelo Ponto Frio, 7% pelo Compra Fácil e 5% pelo Walmart.

Já para a categoria papelaria e escritório, a preferência é pela Kalunga, com 14%, seguida pela Livraria Saraiva, com 6%. De acordo com o levantamento são poucas as categorias que os e-consumidores preferem comprar em lojas físicas. Normalmente, a escolha é por produtos que não precisam ser vistos ou tocados, como acontece com artigos de supermercado, cosméticos e perfumaria e moda e acessórios.

Eletrônicos, artigos de informática, eletrodomésticos e livros são as categoriais com mais intenção de compra para os próximos meses entre os consumidores virtuais. Para os e-consumidores, a praticidade e a facilidade na compra on-line estão ligadas à comodidade e ao conforto, além da familiaridade com o ambiente web. Já para o consumidor tradicional, a internet ainda é um obstáculo na hora de adquirir um produto, pela falta de familiaridade com o canal.

Fonte: Sylvia de Sá, para o Mundo do Marketing

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Kits de customização para campanha do Novo Uno

04.06.2010 - por Vera Muller

Depois de um lançamento inusitado e interessante (usando a rede social Forspring.me entre outras mídias), a campanha do Novo Uno traz uma “ação offline” de relacionamento seguindo uma poderosa tendência: a customização. No final de 2009, já vimos algumas marcas como Fendi e JGoods lançarem kits personalizáveis para proporcionar a interação do consumidor com o produto.

Dessa vez, na campanha criada pela Sunset, agência do Grupo ABC, a Fiat está enviando 50 mil kits voltados para dois tipos de público das principais capitais do Brasil.

Para o público jovem, os kits vêm com um spray de tinta e três máscaras de stencils, cada uma representando um tipo de personalidade ou momento de vida. A proposta traz o conceito de customização que o carro propõe. A ideia é que cada pessoa customize uma camiseta ou outra peça de roupa.




Para os clientes e potenciais consumidores acima dos 30, a empresa enviará malas diretas que, ao serem abertas, transformam-se em peças 3D que mostram o Novo Uno em todos os ângulos, além de abordar mais as especificações técnicas do carro.

A campanha teve início em maio e vai até o final do ano.


Fonte: AdNews

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O Boticário porta a porta

27.05.2010 - por Vera Muller

Pense um pouco: o que existe em comum entre o crescimento da participação da mulher no mercado de trabalho, seu consequente aumento de renda, o crescimento da classe C e a tendência das pessoas aproveitarem as conveniências dos canais de venda em função da vida corrida?

A resposta é: oportunidades para ótimas estratégias de marketing.

Pelo que tudo indica, em julho vamos ver uma dessas estratégias ser colocada em prática. Trata-se do novo modelo de vendas incorporado pelo Boticário, que entrará no mercado de vendas diretas, além de manter suas franquias, é claro.

Uma unidade de negócios montada em 2009, nomeada GKDS, é que estuda as possibilidades de diversificação dos modelos de vendas e dos produtos da empresa. A equipe responsável pelo projeto conta com profissionais buscados no mercado com experiência nas empresas líderes em venda direta no Brasil, como Avon, Natura e Tupperware.

Atualmente, o Boticário é uma das maiores redes de cosméticos do mundo, somando 2.840 lojas no Brasil, em outros dez países da América Latina, da África e nos Estados Unidos. O faturamento, em 2009, foi de R$ 3,5 bilhões – um aumento de 25% em relação ao ano anterior -, mas existe ainda muito mercado para desbravar.

É exatamente isso que eles pretendem fazer através das vendas diretas, um território bem trabalhado por empresas como Avon e Natura. Esse canal é o segundo que mais cresce no Brasil (39%, de 2007 a 2009), atrás apenas das franquias (63% no mesmo período) e quase o dobro do varejo tradicional (20%). Além disso, abre-se a possibilidade de oferecer mais produtos no catálogo, como roupas, bolsas e óculos escuros.

Outra grande sacada do Boticário foi aproveitar a base comercial já existente para construir o projeto: os franqueados estão diretamente envolvidos no projeto, sendo que as funcionárias das franquias poderão atuar como consultoras de vendas. Dessa forma, a empresa poderá utilizar todo o conhecimento sobre peculiaridades regionais dos franqueados e não correrá o risco de criar concorrência predatória entre seus próprios modelos de venda.

A inspiração para o modelo das vendas diretas veio da experiência de cerca de 300 franqueados (são 960 no total) em pequenas cidades do interior. O que ocorria é que as funcionárias de diversas franquias visitavam cidades vizinhas, onde não era viável manter uma loja, recolhiam pedidos e entregavam os produtos aos consumidores. E isso mostrou uma enorme potencialidade.

A empresa ainda não definiu se criará uma marca totalmente nova para as vendas diretas – o resultado do projeto piloto realizado com poucos franqueados terá significativa importância nessa decisão. Mas o que se espera mesmo é que se atinja o principal público-alvo da venda por catálogos: a classe C.

Foi só no fim de 2008 que o Boticário lançou os primeiros produtos voltados a esse público – a linha de produtos de corpo e banho Cuide-se Bem e a de maquiagem Intense, com preços até 50 % menores do que os produtos tradicionais. E nesse pouco tempo, essas linhas já representam 10% do faturamento da empresa.


Linha de maquiagem Intense, do Boticário

Agora é só esperar para ver como essa oportunidade vai ser explorada. As possibilidades são muitas!

E você? O que achou dessa estratégia?

Informações obtidas na reportagem da Revista Exame, 19/05/2010.

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Um novo conceito para atrair as consumidoras

26.05.2010 - por Vera Muller

Com um novo conceito de ponto de venda, as farmácias do Grupo Carrefour – as Drogarias Carrefour – pretendem atingir um mercado em amplo crescimento: as consumidoras da classe C.

As farmácias Carrefour inauguradas a partir de agora contarão com um espaço para produtos e serviços de beleza, onde as clientes poderão tirar dúvidas e receber informações de consultores especializados, além de ter à disposição mais de 2.000 itens de marcas como L’Oreal, La Roche-Posay, Vichy e Stiefel.


A oportunidade foi identificada em um projeto-piloto iniciado em 2009 em 70 das 123 Drogarias Carrefour. A empresa observou um crescimento de 50% no faturamento das lojas em que realizou a venda de cosméticos (comparado com o mesmo período do ano anterior).

Em 2010, pretende-se inaugurar 20 drogarias com este novo conceito e revitalizar mais 20. As farmácias dobrarão de tamanho, chegando a 120m². As primeiras unidades com a nova proposta são a da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e a loja do Interlagos Shopping, em São Paulo, que servirá de modelo para replicação em toda a rede nos próximos anos.

Para implantar essa estratégia, o Carrefour investirá também em materiais de pontos-de-venda, mobiliário próprio para os produtos, iluminação especial e vitrines temáticas. As pontas de gôndola ainda terão TVs para anúncios e dicas de saúde e beleza. O investimento previsto é de R$ 300 mil em cada loja, totalizando R$ 12 milhões em 2010.

Outra vantagem oferecida às clientes é a possibilidade de parcelamento em 10 vezes sem juros no cartão Carrefour, o que certamente fará o número de usuários do cartão próprio crescer muito.

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Na Classe C, 60% das conexões à internet serão de banda larga em 2020

21.04.2010 - por Vera Muller
A previsão é que até 2020, grande parte da população brasileira pertencente à Classe C (atualmente dividida em classe C1 e C2, com renda familiar respectivamente R$1.400,00 e R$ 950,00) terá acesso à internet em casa, e 60% dessas conexões serão de banda larga. Isso representa um aumento de 53 pontos porcentuais em relação a 2008, segundo um estudo do Programa de Estudos do Futuro da Fundação Instituto de Administração (Profuturo/FIA).  Atualmente 51% dos consumidores que fazem compras pela internet são da classe C, D e E, assim como 68% dos portadores de cartão de crédito e 72% dos donos de cartões de lojas. (fonte e – bit)O impacto no aumento significativo das conexões à internet pela classe C reflete em mudanças como: aumento das vendas on-line, aumento da publicidade on-line, aumento nas redes sociais e maior poder de influência nas marcas e produtos pelos consumidores.Caminho sem volta, o importante que as empresas começem a praticar negócios e publicidade on-line  o quanto antes, quem sair na frente terá maior curva de experiência em relação aos concorrentes.(clic na pirâmide para visualizá-la melhor).

 

 

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O perfil do consumidor em tempos de transformações

20.01.2010 - por Vera Muller

Nos últimos anos diversas mudanças impactaram o processo de compra quanto ao mix de marketing (preço, produto, praça e promoção), tendo como epicentro a mulher no mercado de trabalho, o homem assumindo papéis no lar, a importância crescente das redes sociais, enfim um novo perfil do consumidor.

As empresas têm dificuldades para acompanhar o novo estilo de vida dos consumidores e antecipar os seus desejos e necessidades. Não basta apenas munir estas empresas de informação, é necessário criar conhecimento estratégico sobre o público-alvo e transformar isto em tática em uma velocidade ímpar, para oferecer o que o mercado ainda nem sequer pediu.

A web 2.0 transformou a relação entre os consumidores e empresas: sua dimensão e a velocidade de disseminação de idéias são imensuráveis e sem fronteiras – um mundo de produtos e serviços com entrada livre, bastando apenas o acesso a um computador e internet. Na web, os consumidores têm o poder e a força de falar bem ou não de um produto e/ou serviço nas redes sociais e blogs, sendo muitas vezes os maiores responsáveis pelo sucesso ou insucesso de uma marca.

O volume de informações disponível é ilimitado, de diversas origens, com praticidade e sem filtro, pois a internet é uma democratização de conteúdos e autores sem custo. No mundo da moda, por exemplo, enquanto ocorre um desfile em Paris, o internauta já sabe quais são as tendências da estação atual e da próxima, não precisando esperar pelas revistas nas bancas, com filtro do editor de moda.

A forma do consumidor adquirir produtos e serviços também mudou. Não estamos falando somente em “comprar”, mas sim em “adquirir”, pois em alguns casos como músicas, informações, filmes e livros muitas vezes não é mais necessário comprar, basta “baixar” de determinados sites em que o conteúdo é oferecido gratuitamente. São transformações irreversíveis no processo de compra/aquisição.

Então a vida ficou mais “barata”?  Não necessariamente. Para acessar a internet o usuário ainda “precisa” de algumas tecnologias, seja telefone fixo, banda larga, telefone celular com conexão e aplicativos, computador ou acesso a uma lan house.

Por não oferecer distâncias ou fronteiras, a web não limita os locais de compra. Sob a lente do consumidor, hoje ele pode comprar com facilidade por preços competitivos de qualquer lugar do mundo sem sair de casa e receber o produto em sua porta. Sob a ótica da empresa, surge a dúvida: como vou mapear meus concorrentes? Em um varejo físico, situado em determinado ponto, mapeava-se os concorrentes por acessibilidade do consumidor, por um raio de distância, e hoje devemos lembrar que a web derrubou esse conceito.

Como podemos inserir este cenário nas empresas e em nossa profissão?

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