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A internet do Senhor Splashy Pants

O exemplo mostrado por Alexis Ohanian é muito comum hoje em dia, principalmente no Brasil. Não é difícil encontrar celebridades da internet que ganham seus 15 minutos de fama pelo acaso. Basta que um vídeo caia nas mãos de algum “formador de opinião” da web nacional para que os views se multipliquem assustadoramente rápido.

Nós nos tornamos a nação líder em tempo gasto com internet e acredito que esta seja uma boa justificativa para a velocidade e dimensão da disseminação de “memes” pelo país (para entender o que é um meme, clique aqui).

Em 2010, durante a abertura da Copa do Mundo, o país foi responsável pelo que foi chamada de “a maior piada interna da história” com o famoso “CALA BOCA GALVÃO”. Uma brincadeira que tomou proporções jamais imaginadas, onde os brasileiros convenceram a imprensa e os internautas de todo o mundo que a frase ajudaria a salvar uma espécie de pássaro em extinção, chegando a virar notícia, mais tarde, até no poderoso The New York Times (você pode ver mais detalhes sobre o caso aqui).

E o que tudo isso nos mostra?

Bem, podemos nos apropriar de inúmeros casos de virais na internet, ou apenas pararmos por alguns minutos para refletir o funcionamento da web, para percebermos que este é um universo sem controle. Não que seja terra de ninguém, onde cada um faz o que bem entender sem nenhum tipo de conseqüência, mas que as palavras escritas ou gravadas nunca poderão ser apagadas da rede. Mesmo que seja possível acabar com a mensagem original, o conteúdo já foi espalhado para inúmeros outros pontos.

Sendo assim, quando uma marca se sujeita a entrar neste mundo, ela precisa estar ciente de que nem tudo vai sair conforme o planejamento. Quando se lança algum conteúdo na rede, é preciso estar preparado para todo o tipo de resposta. Porque elas virão! De todos os lados e de todas as formas.

Um caso parecido com este do Greenpeace aconteceu aqui no Brasil com a AXE, na época da veiculação do comercial “AXE Excite Angels”. A marca fez uma votação online em que o público decidia em qual cidade brasileira os anjos cairiam. A votação feita através do aplicativo do Facebook era simples e democrática, onde não existiam cidades pré-definidas para votação, TODAS as cidades do país concorriam.

Tudo parecia estar ocorrendo conforme o planejado até que no dia 3 de fevereiro, um dos “formadores de opinião” da web brasileira, Mauricio Cid, resolveu lançar um desafio aos seus mais de 270 mil seguidores. A proposta era que os participantes do desafio votassem na cidade de Pintópolis, de Minas Gerais, para “virar” a votação. O resultado apareceu em apenas 4 minutos, quando a cidade chegou ao primeiro lugar com 46% dos votos.

A brincadeira repercutiu na mídia de publicidade e social media, como o Brainstorm9e o Gizmodo, e chegou até a AXE

“Falei com uma pessoa que comunicou que a nossa brincadeira chegou até o escritório da AXE e que eles estavam dando varias risadas depois do susto inicial huauhauha ufa! Fico feliz quando uma marca grande sabe encarar a internet como ela realmente deve ser encarada: ir conforme a maré. São as pessoas que comandam a internet, simplesmente isso, e a AXE esta de parabéns, não apenas por ter feito uma FanPage bacana e uma propaganda muito boa, mas também por ter encarado a brincadeira como…uma brincadeira.” – Conta Mauricio Cid em seu blog.

Como dito por Ohanian no TED, às vezes não há problema em perder o controle, não há problema em levar-se um pouco menos a sério. “Para atingir o sucesso é preciso aceitar perder o controle.”

A votação da AXE seguiu por mais um mês (que já era o prazo inicial de votação, não foi estendido como o do Greenpeace) e o resultado fez os anjos caírem em Florianópolis.

Qualquer empresa poderia manipular os resultados das enquetes para fazer prevalecer a sua escolha sem que ninguém pudesse comprovar tal feito, mas é preciso ser honesto com os consumidores e aprender que na internet as pessoas se unem para assumir o controle, às vezes para fins nobres, como petições, e para outros não tão sérios assim, como anjos caindo em Pintópolis!

(Publicado originamente no blog pensador mercadológico)

por: Marketing Viewer
Tags:
Categoria: Business, Comportamento

1 Comentário para “A internet do Senhor Splashy Pants”

  1. Rashi disse:

    @Matheus: Saiba que One Piece: Strong World não entoru nessa lista por muito pouco. Montei a lista assim que terminei de ver esse filme [demorou um pouco para escrever os resumos, XP].Melhor desse ano é sem dúvida Yojou-han Shinwa Taikei, seguido de perto por Suzumiya Haruhi no Shoushitsu. Sendo que estão um pouco abaixo do Top 3 de 2009, IMHO.@gabriel: No fundo é isso, OPINIÕES. Acho que falta uma conclusão satisfatória a Bakemonogatari. Mesmo a de Higashi no Eden, sendo que é apenas um gancho para o filme, passa a sensação de FIM melhor. E as de Kemono e Cross Game são de lavar a alma.@Anonimo: A redação acabou não ficando tão clara, mas [SPOILER!] é Tomoya que perde sua mãe em um acidente de carro, o que ocasiona toda aquela situação com seu pai.

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