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Marketing 3.0 – Marcas com coragem, criam um mundo melhor!

Introdução

Ao longo dos anos, o marketing evoluiu, acompanhando as mudanças do cenário macroeconômico, desde a era industrial, com  a padronização dos produtos , passando pela  era da informação, com a tecnologia da informação, e a atual voltada para os valores. Desta forma as estratégias de marketing são desafiadas por diferentes versões, porém nem todas as empresas conseguem acompanhar as mudanças.

A maioria encontra-se no marketing 1.0: entrega um bom benefício mentalmente, ou seja, o foco é a mente do consumidor: inserir a marca entre as escolhidas na decisão de compra, principalmente por produtos. Algumas empresas estão praticando o marketing 2,0: aquele capaz de transformar os seus consumidores em fã da marca, ou seja, o foco é conquistar o coração dos consumidores, as chamadas Lovemarks. Tanto o marketing 1.0 como o marketing 2.0 são desafiadores para os estrategistas de branding. Lembrando que muitas marcas não estão presentes nem na mente ou no coração dos consumidores, estão a deriva no mercado, sem posicionamento algum.

Além dos desafios citados como o marketing 1.0 e 2.0, a empresa se oferece para ocupar mentes, corações e espíritos dos consumidores, praticando o marketing 3.0 como uma filosofia empresarial voltada  aos valores da empresa. Esta preocupa-se com o mundo, contribuindo com a vida das pessoas. Para a reflexão sobre o marketing 3.0, inspirado no livro Marketing 3.0 dos autores Kotler, Philip; Kartajara Hermawan e Setiawan Iwan, sugere-se a leitura deste artigo como insight, para uma nova perspectiva do marketing em sua versão 3.0. Um desafio para os estrategistas: Posicionar a marcar na mente do consumidor, conquistar o  seu coração e entender a alma do ser humano. Ser único em um universo de diversidade!

Este artigo esta estruturado em três capítulos: 1. (Re)pense o marketing sobre a perspectiva do ser humano; 2. Norteadores estratégicos para não serem apenas quadros de decoração na parede da empresa e 3.Marketing por uma causa!

1. (Re)pense o marketing. Sobre a perspectiva do ser humano. 

A economia e a sustentabilidade do planeta precisam estar conectadas desafiando os modelos de negócio para a responsabilidade corporativa, como processo e cultura estratégica das empresas .Este desafio exige que se repense o marketing.

Parece um desafio utópico, mas necessário tanto para o planeta como para as empresas. A representatividade do faturamento de algumas empresas são maiores do que o PIB (Produto Interno Bruto) de alguns países. Então percebe-se a importância da responsabilidade destas empresas com o planeta. Como a Apple, que conforme as Nações Unidas, tem PIB maior que 104 países.

Os consumidores são os responsáveis pela geração de recursos financeiros para as empresas. Estes questionam em seu processo de compra o que estas empresas oferecem ao planeta. Vai além das necessidades e o desejo de troca por produtos e serviços, mas o que estas marcas defendem como propósito, que impactam positivamente na sustentabilidade e bem –estar do planeta.

Conforme (KOTLER;KARTAJAYA;SETIAWAN,2010) “Ao longo dos últimos 60 anos, o marketing deixou de ser centrado no produto (marketing 1.0) e passou a ser centrado no consumidor (marketing 2.0). Hoje, percebe-se o marketing transformando-se mais uma vez.  As empresas expandindo seu foco dos produtos para os consumidores, e para as questões humanas. Marketing 3.0 é a fase na qual as empresas mudam da abordagem centrada no consumidor para a abordagem centrada no ser humano, e, na qual a lucratividade tem como contrapeso a responsabilidade corporativa.

O consumidor pela perspectiva do ser humano. Talvez esta seja a principal reflexão do Marketing 3.0. O consumidor é um ser humano. Este por sua vez, questiona o que as marcas oferecem, em termos de marketing social e sustentável.

Neste cenário em que a gama de produtos é semelhante, onde a tecnologia transformou a forma de consumir contribuindo com o acesso ilimitado às marcas nacionais e internacionais, percebe-se um novo fator importante na decisão de compra: propósito da marca e seus significados e sua contribuição para um mundo melhor.

Não estou mencionando propósitos faraônicos, mas propósitos sustentáveis, com ações que colaboram com a melhoria de vida. Como campanhas que incentivam a parar de fumar, se alimentar melhor, praticar exercícios, plantar árvores, reciclar, consumo consciente, educação, cultura…. Marcas criativas oferecem produto, serviços e defendem um propósito.

2. Norteadores estratégicos para não serem apenas quadros de decoração na parede da empresa!

Quais são as inspirações da  marca que fazem os colaboradores, fornecedores, parceiros e consumidores transpirarem por “ela”?

Estas inspirações estão nos norteadores estratégicos, que devem ser verdadeiros, sustentáveis e inovadores , orientando e criando a cultura corporativa, resultando em uma importante vantagem competitiva, pois vai muito além do quadro de decoração na parede da empresa.

Para a prática do marketing 3.0, os norteadores estratégicos devem ser uma filosofia empresarial, inseridos e vivenciados por todos os colaboradores, parceiros e fornecedores, transitando em todas as áreas da empresa, como um fio condutor.

Focada na inovação aberta, abrindo espaço para que todos possam contribuir com o  desenvolvimento de produtos, serviços e estratégias, alinhados pelos norteadores estratégicos. Empresas que se definem por uma forma em querer mudar e contribuir para um planeta melhor.

Crie um missão autêntica e inspiradora para todo o público envolvido. Inspire os seus funcionários, parceiros, fornecedores a contribuírem através da estratégia colaborativa com o sucesso da sua empresa, ou seja, faça com que a cadeia de valor pense e contribua com propósito da sua marca. No marketing 3.0 considera-se que os fornecedores são parceiros legítimos e ativos, que colaboram com a qualidade, produtividade, menores custos e soluções inovadoras para o negócio

“Uma boa missão tem sempre a ver com mudança,com transformação,com fazer a diferença. O marketing 3.0 está relacionado a mudar a maneira como os consumidores fazem a coisas na vida. Quando uma marca traz transformações, os consumidores a aceitam inconscientemente, como parte do seu cotidiano. É disso que trata o marketing do espírito humano. (figura 1.0)

(KOTLER;KARTAJAYA;SETIAWAN,2010,pag 45).

 marketing 3.0

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Figura 1.  Adaptação do livro Marketing 3.0- Modelo de  matriz baseada em valores.

No marketing 3.0 os valores fazem a diferença e devem ser praticados tanto pelos funcionários da empresa como pelos clientes. Este valores são respeitados e vivenciados pelo público da marca. Os valores fazem parte da cultura da empresa.

A visão da empresa deve ser desenvolvida sobre três pilares: 1- Sustentabilidade como lucratividade, 2-Sustentabilidade ambiental e 3- Sustentabilidade social.

É importante que a missão, visão e os valores da empresa estejam conectados e alinhados, sejam autênticos, inspiradores e inovadores como a sua marca deve ser. 

3.Marketing 3.0  por uma causa!

O mundo evolui, o consumidor tem novas expectativas e desejos, então as estratégias das empresa não devem ser as mesmas de tempos atrás. É o que se espera de empresas inovadoras e transformadoras.

Ser uma marca inovadora não é mais modismo, é uma questão de sobrevivência. Inovação não está apenas na plataforma do produto, mas em estratégias e táticas que agreguem valor percebido ao consumidor e ao planeta.

As empresas inovadoras têm mais atratividade para pessoas talentosas. Pessoas que trabalham e consomem  de empresas comprometidas por uma causa. Este é um ponto desafiador: Qual a causa de sua empresa?

Há um divisor de águas: empresas que vivem apenas para transações mercadológicas, e empresas que além do propósito do lucro transcendem a barreira mercadológica e estrategicamente estão destinadas a uma causa, ou seja, contribuem para um mundo melhor, pensando no meio ambiente e no bem-estar social.

O consumidor na hora de decidir por uma marca, vai questionar qual a causa de determinada marca, sua missão, sua visão e seus valores ,e como estão praticando.

Esta causa não pode ser vazia e com intuito em promover a marca, mas realmente deve ser uma filosofia empresarial. A causa pode explorar várias necessidades de um povo e do planeta, deve ter uma profundidade, a empresa ser uma especialista em seu propósito.

Por exemplo, se a causa da empresa é o meio ambiente, que seja por um longo período, com práticas internas e externas. Pois construir e incorporar uma causa requer tempo e conscientização dos funcionários, dos clientes , da comunidade, enfim de todo o público – alvo envolvido e comprometido com o meio ambiente.

Nesta causa do meio-ambiente, você pode trabalhar: com produtos reciclados, embalagens recicláveis, logística verde, incentivar os seus colaboradores a virem trabalhar de bicicleta ou compartilhar o transporte com os colegas, plantar árvores, etc. Além de trabalhar a sua empresa, também estender para a cadeia de valor, por exemplo, fazer um blog para compartilhar com seus fornecedores práticas ecológicas, incentivá-los a produzirem matéria primas que respeitem o meio ambiente

E para o intermediário, quem distribui os seus produtos ao consumidor final, compartilhe com ele suas práticas ambientais, incentive o respeito pelo planeta, através da conscientização e ações  ambientais, como a logística reversa, se eu comprar um produto de sua marca e não uso mais por defeito. O que faço com este produto? Ter pontos de coletas para estes produtos e destinos sociais ou de reciclagem.

Uma coisa é certa, trabalhar por uma causa faz a diferença. Qual a causa da sua empresa? Faça o seu, o nosso, mundo melhor!

 

 

 

 

por: Marketing Viewer

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